Bolsonaro, que foi hospitalizado após um evento no Rio Grande do Norte e submetido a uma cirurgia de 12 horas, utilizou a entrevista para contestar as acusações do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estou enfrentando julgamento político e não técnico”, afirmou, buscando desqualificar o processo judicial.
O ex-presidente negou veementemente as acusações de tentativa de golpe, argumentando: “Golpe de Estado, é brincadeira, golpe de Estado sem liderança, sem tropas, sem arma, em um domingo e sem presidente para destituí-lo no momento. Não tem cabimento para mim e qualquer um que seja”. Ele também questionou a acusação de organização criminosa armada, indagando: “Pergunte se alguma arma branca ou de fogo foram apreendidas no 8 de janeiro?”.
Quanto às eleições de 2026, Bolsonaro expressou confiança na direita e em seu próprio nome, afirmando que “a população não quer outro nome da direita que não seja Jair Messias Bolsonaro e ponto final”. Ele criticou a esquerda, especialmente a possibilidade de Lula concorrer novamente, e destacou a necessidade de outros nomes da direita “cavarem seu espaço”.
A entrevista ocorreu em meio a um período de recuperação intensiva, com Bolsonaro seguindo em jejum oral, alimentação intravenosa e fisioterapia, conforme o último boletim médico. A equipe médica mantém a recomendação de não receber visitas, e não há previsão de alta.

