7 de maio de 2026

GMS faz atendimentos de Saúde à famílias indígenas de Naviraí com o apoio de intérprete

A Prefeitura de Naviraí realizou, no último domingo (16-03), atendimentos a 53 famílias indígenas das comunidades Romero Benites, Curupi e Mboreviry. O atendimento diferenciado executado pela Gerência Municipal de Saúde (GMS), por intermédio do ESF “Carlos Vidoto”, foi marcado pela intermediação de um intérprete.

Nesta primeira ação especial com mediação linguística, foram atendidas 63 crianças indígenas que foram cadastradas e acompanhadas pela auxiliar de enfermagem, Maria Aparecida Martinez.

“Nós contamos com quatro profissionais para esta ação de saúde dominical, sendo uma Pediatra, a Dra. Beatriz Barbosa Damato; uma Clínica Geral, Dra. Bianca Eduarda Marco Michelotto; uma Enfermeira, Rose Aparecida Cardena de Souza; e a Auxiliar de enfermagem, a indígena Maria Aparecida Martinez, que também atuou como mediadora cultural e linguística. Foi um trabalho inédito com resultado bastante positivo”, afirma a gerente municipal de Saúde, Dra. Ângela Castro Lopes.

A Gerência de Saúde apontou que muitas crianças indígenas são descritas como “sempre doentinhas”, com necessidade frequente de hospitalização e internação. Outro ponto considerado foram os casos crônicos de diabéticos e hipertensos, além de um grande número de idosos e crianças que necessitam de atenção contínua.

“Tivemos relatos de bebês prematuros e de baixo peso que não sobreviveram, mesmo com cuidados médicos e apoio da Assistência Social. Queremos acabar com estes óbitos e garantir o atendimento público de saúde a contento, por isso, este atendimento direcionado aos povos indígenas”, justifica a gerente da GMS. Por sua vez, a Pediatra, Dra. Beatriz, propôs realizar atendimentos uma vez por mês, preferencialmente em domingos, para garantir maior disponibilidade das famílias e dos profissionais.

INTÉRPRETE

Merece destaque a Mediação Cultural e Linguística realizada pela servidora Maria Aparecida Martinez, única profissional indígena da equipe que intermediou a comunicação entre médicos e pacientes, garantindo que as orientações fossem transmitidas de forma clara e adequada. Esta mediação cultural e linguística foi essencial para superar as barreiras de comunicação, já que muitos indígenas ainda têm dificuldades com o português.

A Gerência de Saúde e a Prefeitura demonstraram apoio à ação, com planos de expandir projetos semelhantes para melhorar o acesso à saúde das comunidades indígenas, principalmente, realizam ações e programas de prevenção, para reduzir internações e riscos de óbitos, especialmente entre crianças indígenas.

Maria Aparecida Martinez, técnica em enfermagem que atuou como intérprete na ação em Saúde no ESF “Carlos Vidoto”. ©Roni Silva/PMN

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