13 de setembro de 2026

Senado aprova reoneração gradual da folha a partir de 2025

Congresso manteve a regra vigente até o fim do ano em votação simbólica

O Senado Federal aprovou em votação simbólica, na noite desta terça-feira (20), proposta que estabelece regras de transição para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, após acordo entre o governo e o Congresso Nacional. A matéria seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Conforme antecipado, o PL (Projeto de Lei) nº 1.847/2024 mantém a desoneração da folha de pagamento para esses setores integralmente em 2024 e prevê a reoneração gradual entre 2025 e 2027. A retomada gradual da tributação a partir de 2025 terá alíquota de 5% sobre a folha de pagamento. Em 2026, serão cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desoneração. Durante toda a transição, a folha de pagamento do 13º salário continuará integralmente desonerada.

Os 17 setores cuja regras serão alteradas são: confecção e vestuário; calçados; construção civil; call center; comunicação; empresas de construção e obras de infraestrutura; couro; fabricação de veículos e carroçarias; máquinas e equipamentos; proteína animal; têxtil; tecnologia da informação; tecnologia de comunicação; projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e transporte rodoviário de cargas.

Para municípios com até 156 mil habitantes, a retomada da contribuição previdenciária também será escalonada: até o fim deste ano, será de 8% e no ano que vem, o percentual será de 12%. Em 2026, será de 16%, chegando aos 20% em 2027, no fim do período de transição.

No ano passado, o Congresso havia aprovado a manutenção da desoneração da folha, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos da Lei 14.784, de 2023. O Congresso derrubou o veto e o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que deu prazo até 11 de setembro para que o Congresso e o Executivo buscassem um acordo sobre a desoneração.

O pedido de prorrogação foi feito em julho pelo Senado Federal e pela AGU (Advocacia-Geral da União), que pretendiam utilizar o prazo para encerrar as negociações entre o governo federal e parlamentares para um acordo envolvendo a compensação financeira da União pela desoneração dos setores.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, elogiou o acordo em torno do projeto. Ele disse que, se o conjunto de medidas de compensação não for suficiente, o Senado não se furtará a rever sua posição, de modo a favorecer outras medidas que colaborem para o equilíbrio fiscal. Para Pacheco, a desoneração tem um viés social, já que, ressaltou ele, os 17 setores beneficiados são os que mais geram empregos no país.

Emendas – O relator do PL, senador Jaques Wagner (PT),  rejeitou 12 das 13 emendas apresentadas em Plenário. Um dos destaques pretendia, por exemplo,  fixar em 8% a contribuição previdenciária dos municípios até o fim deste ano, prevendo um novo projeto para tratar da reoneração a partir de 2025. Segundo o relator, as medidas devem gerar entre R$ 25 bilhões a R$ 26 bilhões aos cofres públicos.

Já outro ponto reformado foi a alteração nas regras sobre acordos para cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e também para a cobrança de multas. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Populares da Semana

Justiça decide manter Jamil Nome em prisão preventiva

Prisão preventiva de Jamil Nome é empusa conforme decisão...

Governo promove reforma em 125 escolas estaduais para oferecer espaço moderno e acessível

Estrutura moderna e acessível, para levar ensino de qualidade....

Atirador finge cair de moto, atira 32 vezes e executa rapaz no Parque do Lageado

Ederson Lucas Anunciação Rojas, de 20 anos, foi executado...

‘Bonde do Terror’: fluxo do Zé Pereira tem o seu desfecho trágico

Funk em alto volume, uso de drogas e relações...

Caminhoneiro de 47 anos morre após colidir em carreta na BR-163

Gilberto Rodrigues Costa, de 47 anos, morreu após colidir...

Motociclista morre em acidente e veículo pega fogo na BR-376 em Ivinhema

Um motociclista, identificado como Vanderlei Batista de Souza, morreu...

Edson Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto com Mendonça

Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), negou...

Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio

Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste...

Mato Grosso do Sul forma 13 oficiais do Corpo de Bombeiros em Campo Grande

Na última quinta-feira (10), 13 novos oficiais do Corpo...

Riedel lidera com 48%. Adversários somam 37.80%

O Instituto Ranking Brasil Inteligência realizou, entre os dias...

Artigos Relacionados

Categorias Populares