8 de maio de 2026

No Pantanal, área incendiada em 6 meses é quase tudo o que queimou em 2023

Virou cinzas até o fim de junho deste ano uma área enorme no Pantanal. O tamanho dela já se aproximou da que queimou em 2023 inteiro e equivale a quase um terço do território do estado de Sergipe.

Queimaram 946 mil hectares no ano passado, enquanto este ano já são mais de 700 mil hectares, como mostra o Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A projeção é que o ano termine ultrapassando 2 milhões de hectares afetados pelo fogo.

O mês que passou já ficou marcado na história do bioma. Foi o de mais perdas com incêndios na comparação aos últimos 22 junhos, segundo o monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais).

Mas só no fim do mês crítico, ajuda nacional começou a chegar. Mais brigadistas, mais veículos, mais aeronaves e mais equipamentos estão em ação neste momento para tentar evitar que o cenário piore.

Uma força-tarefa está identificando as causas e origens dos incêndios na vegetação pantaneira. O Inpe já apurou que 95% deles inciaram em terras particulares. A menor parte foi em áreas públicas de preservação e em terra indígena.

Segundo semestre – Presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), uma das organizações que atuam na prevenção e no combate direto ao fogo, Ângelo Rabelo afirma que não se sabe o que esperar para o segundo semestre no Pantanal.

Ele reconhece que a infraestrutura das operações melhorou, inclusive com a chegada de reforço aéreo com potencial para lançar muita água, mas destaca que ainda há faltas.

“A partir do trabalho preventivo, precisamos calibrar o tempo de resposta. Ainda é um desafio para todos nós essa capacidade de mobilização às áreas isoladas e o tempo de resposta”, diz Rabelo.

Julho – O último boletim de trabalho enviado pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, informa que junho terminou com pelo menos três novas áreas pegando fogo no Pantanal do Estado: a região de Bodoquena e Buraco das Piranhas, perto da BR-262; norte do Rio Abobral, próximo ao Rio Taquari; e a região de morraria do Porto Sucuri.

Segundo o IHP, foram identificadas também situações delicadas nesta segunda-feira (1º) na região da Barra Mansa, na Fazenda Santa Tereza e o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro.

Ventos fortes que mudam de direção e o tempo seco não ajudam no combate, ao contrário, contribuem para o fogo se espalhar. Entre domingo (29) e hoje, choveu pouco em alguns municípios sul-mato-grossenses. Não chove significativamente há mais de dois meses em Corumbá, lugar que foi foco dos incêndios no Pantanal no primeiro semestre de 2024.

Ainda de acordo com a corporação, a área mais preocupante agora é a do Buraco das Piranhas. “Os militares estão no local redefinindo as estratégias e iniciaram o emprego da técnica de contrafogo [o fogo controlado como estratégia para mudar a direção do incêndio] a partir da [rodovia] MS-325. O combate segue sendo realizado por duas guarnições do Corpo de Bombeiros, somadas a quatro equipes da Força Nacional, com apoio da aeronave AirTractor do Corpo de Bombeiros”, informou.

O Pantanal de Mato Grosso também tem áreas pegando fogo persistentemente. De acordo com o que informa o portal do governo estadual, brigadistas daquele estado estão concentrados na região de Porto Conceição, em Cáceres, área de difícil acesso localizada a mais de 200 quilômetros de distância de Cuiabá. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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