26 de setembro de 2026

em seis anos, quase 7 mil crianças foram vítimas de estupro em Mato Grosso do Sul

Vulneráveis, crianças e adolescentes são as principais vítimas dos estupros cometidos em . Dados da  (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) apurados pelo Jornal Midiamax revelam que das 14.750 vítimas de estupros cometidos entre 2018 até novembro deste ano, 6.988 são crianças de até 11 anos de idade. O número representa quase metade do total de vítimas: 47,5%.

Os dados também detalham que adolescentes de 12 a 17 anos representam 32,6% do total de registros, foram 4.816 vítimas nesse período.

Em relação ao sexo das vítimas, os números da secretaria de segurança expõem que as meninas são as mais vulneráveis ao abuso sexual.

De todos os casos registrados em Mato Grosso do Sul, incluindo adultos, as mulheres são 82,7% das vítimas. Foram 12.195 entre 2018 e 2023. Homens, entre crianças e adultos, foram 1.626 vítimas, o que representa 11% do total. 929 vítimas não tiveram o sexo detalhado pela Sejusp.

Cultura machista contribui para cenário

Para a pesquisadora e psicóloga social da Semu (Subsecretaria de Políticas Públicas para a Mulher), Márcia Paulino, estes números estão relacionados com a existência de uma cultura patriarcal e machista no Brasil, que alimenta a ideia de que os corpos de meninas e mulheres devem estar à disposição dos homens.

Segundo ela, os crimes contra a dignidade sexual, incluindo o estupro, são o resultado de relações de poder desiguais entre mulheres e homens.

“As meninas e mulheres foram e ainda são objetificadas, coisificadas, colocadas em condição de subalternidade e submissão, por isso seus corpos são os mais violados. No caso das crianças e adolescentes, soma-se a vulnerabilidade e a imaturidade física e emocional das vítimas que, muitas vezes, não conseguem identificar e nomear uma violência sexual, pois faltam repertórios e vivências para isso”, afirma.

A especialista destaca que a falta de crédito dada à palavra das mulheres faz com que os relatos das vítimas ainda sejam colocados em dúvida.

“Além disso, nem sempre esse crime ocorre mediante violência física, mas sim com intimidação, coação, ameaças e chantagens, sendo ainda mais difícil para a vítima buscar ajuda. Outros fatores importantes a mencionar são a culpabilização e o descrédito atribuído à palavra das vítimas. Esses fatores fazem com que o crime de estupro ainda seja de difícil notificação. Apesar dos altos índices, acredito que muitos casos ainda estão subnotificados”, enfatiza a psicóloga.

Populares da Semana

PF e BPFron apreendem veículo carregado com pneus e eletrônicos em Guaíra

Na terça-feira (17), durante diligências de rotina da zona...

Preço da cesta básica cai em 12 das 17 cidades pesquisadas pelo Dieese

O preço da cesta básica de alimentos caiu em...

Prefeito de Tacuru agradece empresa após correções em pavimentação do Conjunto Hilda Durê

O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, divulgou nesta terça-feira...

Núcleo de Arte & Cultura promove encontro de regentes e maestros com apoio da Fundesporte

A Secretaria de Estado de Educação (SED), por intermédio...

Aneel calcula 11,36% de reajuste de energia em MS

A partir de abril de 2023, a maioria dos...

Corregedoria afasta delegado e sete policiais envolvidos em desvio de drogas

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do...

Gaeco prende delegado e policiais por envolvimento com o tráfico

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao...

Fim das bets pode devolver até R$ 4,4 bilhões à economia de MS

A proibição das apostas on-line determinada pelo governo federal...

Brasileiro Feminino: Corinthians x São Paulo sustenta força paulista

A final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato...

Líder do PCC é preso na Bolívia e transferido para São Paulo

Apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro...

Artigos Relacionados

Categorias Populares