7 de maio de 2026

Crise hídrica pode impactar a informação e o PIB do Estado

Na semana passada, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emite alerta de escassez de chuvas na região da Bacia do Paraná, incluindo Mato Grosso do Sul, de junho a setembro. 

Para os economistas ouvidos pela reportagem, a crise hídrica pode impactar a informação e ocasionar a desaceleração da retomada da economia.  

Segundo os especialistas, a limitação de chuvas relacionadas a oferta de produtos no campo, encarece a energia elétrica e, consequentemente, os produtos industrializados também fornecem impacto.  

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“Uma das formas que isso pode afetar a economia é na oferta de alimentos, de alguns produtos e acerca da informação. Porque acaba ampliando os custos quando a oferta está mais restrita. Quando a gente fala que os alimentos estão com custo mais elevado por conta da crise hídrica, é porque a água é um dos elementos principais para a produção de energia elétrica e também uma fonte necessária para a plantação, para a irrigação lá no início da cadeia produtiva ”, explica a economista Daniela Dias.

“E até mesmo no processo de industrialização e processamento da gente também necessita da energia elétrica, podemos ter diversos impactos inflacionários e até em aspectos produtivos”.

A pressão no índice que mede o índice do País também pode ser grande. De acordo com o economista Marcio Coutinho, o maior impacto no bolso do consumidor será em relação ao aumento das taxas.

Em junho, por exemplo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou uma bandeira vermelha patamar 2, com custo de mais de R $ 6,24 para cada 100 kWh consumidos.

“Vejo que isso pode impactar muito mais no bolso do consumidor, a conta de energia pode ficar mais cara. Se a conta de energia sobe, temos um impacto na informação e obviamente teremos aumento do índice ”, destaca.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, aponta que a situação preocupa o ponto de vista de recuperação econômica do Estado.

“O impacto direto para o consumidor é no aumento do custo da energia elétrica. Mas o que nos preocupa é que qualquer recuperação econômica que está crescendo você vai precisar de energia e não teremos essa energia ”, avalia.

Durante a agenda pública de segunda-feira (31), o secretário especial da Fazenda, Bruno Funchal, admite que uma crise hídrica é um risco e pode pressionar a atualização.

“A crise hídrica é um risco, ea gente não pode ignorar isso. É um risco que pode trazer repercussão na reaceleração da economia e na economia. Bandeiras vermelhas podem impactar na informação ”, afirmou o representante do governo federal.

PRODUÇÃO

A Agência Nacional de Águas (ANA) atendeu ao pedido do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e nesta terça-feira (1º) uma situação crítica de escassez dos recursos hídricos. O secretário atitude Jaime Verruck explica que a partir da portaria publicada pela agência é possível tomar alguma coisa.

“O alerta chama atenção, mas a portaria da ANA permite que a gente faça algumas ações. Com essa medida, a partir de hoje, a gente vai manter os reservatórios para gerar energia ou vai manter a navegabilidade? Vai ser para a energia, que é fundamental. Também estamos levantando a questão da energia das termelétricas, Campo Grande acionou a William Arjona essa semana ”, afirma.

O maior impacto que pode desacelerar o crescimento de Mato Grosso do Sul é o encolhimento do agronegócio.

Desde o início da pandemia o setor tem sido fundamental para manter os bons resultados, como o aumento das exportações e a produção recorde de grãos.

Em 2021, MS produziu 13 milhões de toneladas de soja e já registra crescimento de mais de 10% na balança comercial.

De janeiro a abril deste ano, houve superavit de US $ 1.213 bilhão, resultado de US $ 1.954 bilhão em exportações e US $ 741.322 milhões em importações. No mesmo período do ano passado, a diferença entre exportações e resultados em US $ 1.095 bilhão.

Para o doutor em Economia Michel Constantino, “se faltarem os recursos hídricos, uma produção no campo é paralisada e o impacto na economia é enorme”, diz.

O titular da Semagro também pondera que a escassez deve afetar a produção de grãos e, consequentemente, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor.

“Hoje, o impacto direto que nós temos em relação à falta de chuvas é no PIB do agronegócio”.

Daniela ainda destaca a redução nas expectativas de consumo, o que também gera números de movimentação financeira.

“Temos uma crise hídrica no meio de uma pandemia e o relato da possibilidade de termos o fungo negro. Isso tudo mexe com as expectativas das pessoas e elas ficam mais receosas em gastar. Pode ser que os produtos essenciais de alimentação e bebidas fiquem mais caros e isso vai pesar no bolso. Além do aumento da demanda a nível mundial, há a questão da oferta, e uma menor produção fica mais difícil principalmente para quem ganha um salário mínimo ”, diz a economista.

Daniela ainda destaca que o investimento em energias renováveis ​​seria uma solução para “desafogar” o setor elétrico. Para ela, o investimento em energia solar pode ser uma alternativa.

“Precisamos buscar alternativas, bem como resgatar a credibilidade da população para garantir uma taxa mais controlada”. (Colaborou Rafaela Moreira)

“Ter um resultado positivo no PIB não garante uma retomada da economia”, diz economista

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021, ante os três meses imediatamente anteriores. É o terceiro resultado positivo após duas quedas nos primeiros dois trimestres de 2020.  

A economista Daniela Dias acredita que o resultado é animador, mas não garante a recuperação plena da economia brasileira nem um estadual. 

“O resultado é animador porque reflete a melhora de diversos indicadores da economia, essa busca do equilíbrio entre saúde e economia. Para se manter nesse patamar, um pouco melhor e mais otimista, a gente precisa que as outras variáveis ​​não interfiram nesse cenário. Ter um resultado positivo no PIB não garante necessariamente que a gente tenha uma retomada mais efetiva da economia ”, destaca.  

Para o doutor em Economia e professor da UEMS Mateus Abrita, o resultado surpreendeu positivamente por conta de março, que veio acima do esperado. 

“Também puxado pelo setor da agropecuária e uma robusta demanda global por commodities”.

O economista também alerta que é cedo para afirmar que é uma tendência que deve ser sustentada sem altos e baixos.  

“Um ponto de atenção é o fato de termos uma base de comparação muito fraca por conta da recessão do ano passado, os dados de desemprego e desalento ainda estão em patamares preocupantes e ainda existe grande incerteza em relação à pandemia”, analisa Abrita.

Por outro lado, um levantamento realizado pelo Instituto Tendências Consultoria Integrada revela que Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados brasileiros a encerrar 2021 com crescimento no PIB, superando em 2,7% o de 2019.

Em 2018, o Estado teve crescimento de 2,5%, com a soma de R $ 106,9 bilhões. 

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