25 de setembro de 2026

Variantes P1 e P2 já somam 40,7% dos casos de Covid-19 em MS

Desde que confirmadas em Mato Grosso do Sul, as variantes P1 e P2 do coronavírus têm se espalhado cada vez mais rápido. Até esta quinta-feira (22), juntas, as cepas representam 40,7% dos casos de Covid-19 no Estado.

O mapeamento foi realizado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) e publicado em boletim epidemiológico. Assim, foram usadas como base 128 amostras, analisadas de 38 municípios de MS.

Então, são 18% de casos com a variante P2, originalmente encontrada no Rio de Janeiro. Ou seja, 23 casos já foram confirmados com esta cepa. Já a P1, está presente em 22,7% dos infectados, sendo 29 casos com a variante. Além disto, um estudo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aponta que, no mês de março, a P1 foi encontrada em 82% dos casos de Covid-19 no Estado.

Mais letais e infecciosas nos jovens

Assim, o estudo da Universidade analisou 38 amostras sequenciadas entre 6 e 9 de abril. Destas, 82% estavam com a variante P1, originada em Manaus. Mesmo com um mês de circulação no Estado, a P1 já é a mais presente em MS.

As duas variantes são consideradas pelo Governo do Estado como fatores para aumento da letalidade do coronavírus em MS. O Estado afirma que as cepas ocasionaram “por conseguinte, o aumento na incidência de casos e no índice de letalidade em decorrência da doença”. De acordo com pesquisadores, a variante P1 é mais transmissível, atinge a população mais jovem, apresenta evolução de caso grave mais rápido e diminui a efetividade das vacinas contra Covid-19.

O infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e UFMS, Júlio Croda, destaca que a P1 mais presente em MS explica a alta de casos e internações. “Hoje em dia, a maioria das pessoas que estão internadas são de jovens, principalmente por conta da P1, porque ela tem uma carga viral mais elevada”, apontou.

Outras linhagens do coronavírus em MS

Outros nove genomas são encontrados em MS. Mas o que isso significa? Genoma é a biologia molecular do coronavírus, ou seja, o sequenciamento do RNA do vírus. Então, são mais de nove vírus com formação molecular diferente que causam as infecções de coronavírus no Estado.

Com 32,8% e 42 casos confirmados, o B.1.1.28 é o genoma mais frequente em MS. O sequenciamento é de linhagem brasileira. Os dados são do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), atualizados em 16 de abril.

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