8 de maio de 2026

Desde 2000, lavoura e eucalipto avançaram sobre 16 “São Paulos” em MS

Do ano 2000 até 2018, a monocultura do eucalipto e as lavouras do agronegócio se espalharam por mais 24,3 mil km² de área em Mato Grosso do Sul. É como se, em 18 anos, 16 “São Paulos” de silvicultura e área agrícola avançassem sobre o Estado.

Os dados são do Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil para 2018, divulgado nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, a área destinada para agricultura em Mato Grosso do Sul cresceu 58,7% de 2000 a 2018. O monitoramento aponta para 45,4 mil km² do território estadual usado para plantios temporários e permanentes, produção de alimentos, fibras e commodities do agronegócio, além de tanques de aquicultura.

Os dados corroboram com a expectativa do agronegócio estadual de safra recorde de grãos este ano, com previsão, segundo último boletim da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de colher 20 milhões de toneladas – 10 milhões só de soja.

Já as terras reservadas à silvicultura mais do que dobraram em 18 anos e estão, de acordo com o IBGE, em 10,7 mil km² da área do Estado. O instituto classifica este tipo de ocupação do solo como aquela caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas como monoculturas.

Ainda, segundo o próprio IBGE, Mato Grosso do Sul tem cinco municípios entre os dez maiores produtores de eucalipto do Brasil – Três Lagoas (1º), Ribas do Rio Pardo (2°), Água Clara (4º), Brasilândia (5º) e Selvíria (8º). As florestas servem às duas plantas de papel e celulose instaladas em Três Lagoas, polo mundial do setor.

Desmate – Enquanto o agro avança, a vegetação nativa recua no Estado. Monitoramento divulgado dá conta da perda de 14,2 mil km² de área florestal e campestre, entre 2000 e 2018 – nove vezes o tamanho de São Paulo (SP).

A maior parte da área devastada é de vegetação campestre (12,4 mil km²), caracterizada por estrato predominantemente arbustivo e distribuído sobre material gramíneo-lenhoso, como é o Cerrado.

Os outros 1,8 mil km² perdidos formavam vegetação florestal, definida como de formações arbóreas com porte superior a 5 metros de altura.

No Brasil, o IBGE indicou expansão de 27% nas áreas destinadas às pastagens com manejo, principalmente na borda leste do bioma Amazônia; de 45% da área agrícola; e 70% da área de silvicultura, entre 2000 e 2018.

– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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