7 de maio de 2026

Depoimento de delegado abre série de audiências sobre corrupção na saúde

O depoimento do delegado da Polícia Federal Denis Colares de Araújo abre na tarde de hoje (10) a série de audiências da ação penal no âmbito da Operação Purificação, que investigou desvio de meio milhão de reais da saúde pública de Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Lotado atualmente em Brasília, Colares veio a Dourados para ser ouvido nesta segunda-feira na Justiça Federal. Além dele, outras sete pessoas depõem hoje. Outras 47 testemunhas arroladas pela acusação e defesa serão ouvidas até o dia 18 deste mês.

A ação penal resultante da operação desencadeada pela primeira vez em fevereiro do ano passado tem cinco réus. Apontado como chefe do esquema, o ex-secretário de Saúde Renato Vidigal foi preso desde o dia 6 de novembro, na segunda fase da operação, e continua atrás das grades.

Também continua preso o sócio dele e ex-diretor financeiro da secretaria, Raphael Henrique Torraca Augusto. Os dois estão na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Ronaldo Gonzales Menezes, “testa-de ferro” na empresa que fornecia refeições para a Secretaria de Saúde, e as ex-funcionárias da pasta, Dayane Jaqueline Foscarini Winck e Sandra Regina Soares Mazarim, mulher de Raphael, também são réus, mas aguardam o processo em liberdade.

Amanhã serão ouvidas seis testemunhas, no dia 12 mais oito, dez no dia 14, oito no dia 17 e mais oito no dia 18. Renato Vidigal, Raphael Augusto, Ronaldo, Dayane e Sandra serão interrogados no dia 19, na sede da Justiça Federal, na Rua Ponta Porã.

Menezes fez acordo de delação premiada e atuou como infiltrado na investigação que levou à prisão de Vidigal e Raphael, em novembro. Os advogados de defesa dos demais réus tentaram anular a denúncia alegando que o infiltrado fez gravações clandestinas, mas o argumento foi rejeitado pela Justiça Federal.

Médico concursado da prefeitura, Renato Vidigal foi secretário de Saúde de janeiro de 2017 a janeiro de 2019. Ele está preso acusado de desvio de pelo menos R$ 530 mil de verba da saúde através da empresa Marmiquente, que fornecia alimentação para a Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde).

Em dezembro, agentes da PED encontraram um celular na cela especial onde o ex-secretário cumpria prisão preventiva. Após o flagrante, o celular foi encaminhado para ser periciado pela PF e Vidigal passou dez dias na cela disciplinar. Atualmente está do raio I, conhecido como “raio dos trabalhadores”.

Fonte: Campo Grande News

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