Segundo o secretário Antônio Carlos Videira, titular da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), o valor seria investido na aquisição de viaturas e aparelhamento das forças policiais, como Polícia Militar, Polícia Civil e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que lidam diariamente com procedimentos ligados ao tráfico de drogas. “É um retorno justo pelo custo que temos”, afirmou o secretário.
Ele alega que o Estado pode ser beneficiado com a venda de outros bens. “Ao todo, de acordo com o Governo Federal, temos 38 mil hectares de terra que valem R$ 380 milhões, mas além disso, temos milhares de veículos apreendidos e só neste ano foram mais de cinco mil leiloados. Mato Grosso do Sul é o estado que mais aliena veículos. Isso sem mencionarmos os imóveis urbanos. Somando tudo, o valor é bem maior”, pontua videira.
Além disso, a Sejusp renovou na segunda-feira (25) por mais 120 dias convênio com o Ministério para incentivo do combate ao tráfico. Desta forma, foram solicitadas viaturas e equipamentos para compensar os custos que o Estado tem em razão do fluxo intenso do transporte e distribuição de drogas, por conta da fronteira com a Bolívia e o Paraguai, respectivamente dois grandes fornecedores de cocaína e de maconha que abastecem o mercado brasileiro.
Tanto as negociações para realização dos leilões, como as tratativas do convênio já estão sob análise do Governo Federal e podem ser incluídas no orçamento do ano que vem. Além disso, por meio de ata da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), a Sejusp adquiriu 43 viaturas e espera receber outras 70 viaturas que serão destinadas à renovação da frota da Polícia Militar, incluindo unidades especializadas e batalhões do interior.
Fonte: Mídia Max

