26 de setembro de 2026

Força-tarefa apreende espinhéis em vistoria a embarcações no Rio Paraguai

Policiais militares ambientais de Porto Murtinho, que trabalham na operação pré-piracema, apreenderam vários anzóis durante ação realizada ao longo do Rio Paraguai.  Na localidade, pescadores paraguaios e brasileiros armam muitos petrechos ilegais no rio, pela facilidade de fuga em território do país vizinho, caso sejam surpreendidos pela fiscalização.

Nos dias 26 e 27, diversas embarcações de turismo pesqueiro e pequenas embarcações com turistas e pescadores sul-mato-grossenses tinham sido fiscalizadas e oito espinheis com 30 anzóis cada um, que estavam armados no curso rio, tinham sido retirados.

A operação continuou e, entre os dias 28 e hoje (30) foram fiscalizadas mais 47 embarcações, entre grandes lanchas pesqueiras e pequenas embarcações. Todos pescadores abordados pescavam legalmente, porém, a equipe localizou e retirou do rio muitos petrechos ilegais na área de fronteira com o Paraguai.

Foram apreendidos 50 espinheis (cabos de aços e cordas com 30 anzóis grandes, estendidos pelo rio) e mais 165 anzóis de galho, um número impressionante. Vários peixes que estavam vivos nos petrechos ilegais foram soltos no rio.

Apesar disso, a grande quantidade de pessoas e embarcações fiscalizadas sem serem encontradas ilegalidades demonstra que os pescadores, em sua maioria, estão respeitando a legislação, especialmente, os que pescam em embarcações de turismo, devido a orientação que recebem dos empresários proprietários das embarcações.

De qualquer forma, fiscalizações preventivas dessa natureza são fundamentais para a prevenção à pesca predatória, em princípio, para que os pescadores continuem respeitando as normas, mas principalmente, para a retirada desses petrechos ilegais, tendo em vista o grande poder de captura e depredação dos cardumes, como esses retirados do rio pelos policiais.

Além disso, há grande dificuldade de deter os autores, pois tais petrechos são armados em curto espaço de tempo e os pescadores não permanecem no rio durante a pesca, fazendo somente a retirada dos peixes, também em tempo bastante curto. Na área fiscalizada, a maioria dos petrechos é colocada por pescadores paraguaios.

Fonte: Dourados News

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