“Eu vim para ver ele morrer. Não pude fazer nada. Morreu na minha frente, caiu na minha frente e eu não pude fazer nada.” É assim que Edna Chaves Velasques, de 58 anos, descreve os momentos em que viu o filho, José Pedro Ferreira do Nascimento Júnior, de 23 anos, ser baleado em frente à casa da família, no Parque do Lageado, em Campo Grande. O jovem morreu após ser levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coophavila II, na noite de sábado (24).
Em entrevista ao Campo Grande News, a mãe contou que estava sentada com familiares quando ouviu os disparos. Ao perceber que o filho havia sido atingido, ficou paralisada, sem conseguir reagir. “Pelo amor de Deus, eu não tive reação. Você pode ver que no vídeo eu fiquei sentada”, relatou.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximam de um grupo que estava sentado em frente a uma residência. O passageiro desce ou se inclina para atirar contra um dos homens. Durante a ação, um pedestre passa perto do atirador e consegue escapar dos disparos.
Segundo Edna, um familiar socorreu José Pedro e o levou à UPA Coophavila II, onde ele morreu. A mulher do jovem também foi atingida de raspão na perna durante o ataque. A aposentada disse que não conseguiu identificar quantos tiros atingiram o filho. A quantidade de ferimentos deverá ser esclarecida pelos exames periciais.
Durante a entrevista, Edna afirmou que o filho já havia recebido ameaças de morte após uma briga com outro homem, ocorrida há mais de um ano no bairro. Segundo ela, o desentendimento começou por causa de um dinheiro emprestado, que José Pedro tentou receber de volta.
“Mandaram recado que iam matar ele. Porque ele teve uma briga aqui com esse cara. Já faz mais de um ano que o José brigou com esse cara, e ele ameaçou, falou que ia matar o José e o outro amigo dele. E agora ele veio e concretizou a história”, contou.
José Pedro era o caçula de quatro filhos e completaria 24 anos em 4 de dezembro. Ao falar sobre a perda, Edna disse que ainda não consegue compreender o que aconteceu. “Eu não sei nem se sou gente, se sou um robô. Não sei mais quem sou na minha vida. Eu não vou me reconhecer daqui para frente. Era o meu caçula”, afirmou…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/jovem-foi-baleado-na-frente-da-mae-eu-vim-para-ver-ele-morrer


