Um dos principais chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), Sérgio Luiz de Freitas Filho, vulgo “Mijão” ou “Xixi”, condenado por tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul, poderá ser extraditado para os Estados Unidos para cumprir pena em penitenciárias de segurança máxima norte-americanas.
Brasil e México não fizeram parte do acordo, por isso a possibilidade de extradição decorre do fato de Mijão estar foragido na Bolívia, que aderiu ao acordo.
Foragido na Bolívia e procurado internacionalmente, Mijão é apontado como um dos principais suspeitos na tentativa frustrada de matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, em Campinas. Hoje, ele está com o nome incluído na lista vermelha da Interpol e vive há mais de 10 anos em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, segundo o G1 de Campinas e Região.
Além de Mijão, também aparecem entre os procurados Silvio Luiz Ferreira, conhecido como “Cebola”; Décio Gouveia Luís, o “Décio Português”; e Patric Uelinton Salomão, o “Forjado”. Alguns deles também são procurados pela Interpol.
O delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) de São Paulo, afirmou em entrevista ao podcast True Crime que líderes do PCC foragidos na Bolívia poderão ser extraditados aos Estados Unidos caso sejam presos. Até o momento, porém, não há oficialmente a existência de um pedido de extradição norte-americano especificamente contra Mijão.
Mijão tem ligação antiga com Mato Grosso do Sul. Em abril de 2023, ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão por tráfico de drogas, em processo envolvendo 58 quilos de cocaína apreendidos em 2013 na Base Operacional da Polícia Rodoviária em Amandina, distrito de Ivinhema. As investigações apontaram que a droga seria levada para abastecer pontos de venda ligados ao PCC em São Paulo.
O Ministério da Justiça também aponta Sérgio Luiz de Freitas Filho como integrante de facção criminosa e responsável por negociações para compra de cocaína e pasta-base na Bolívia, além da logística para levar a droga ao Brasil.
Mijão também é investigado em São Paulo por suspeita de participação na articulação de um plano para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, de Campinas. Conforme o MP-SP, ele integra a chamada “sintonia final”, núcleo responsável pelas principais decisões da organização criminosa.
A cooperação entre forças policiais entre Bolívia e Estados Unidos já resultou recentemente na captura de integrantes da facção em Santa Cruz de La Sierra. Em setembro, Roberto Prieto Filho, o “Betinho da Baixada”, e Márcio Barbosa da Silva, o “Beiço de Mula”, foram presos em uma operação que teve participação de autoridades brasileiras e bolivianas, além de agentes norte-americanos.
O acordo reforçou o cerco aos integrantes do PCC que permanecem escondidos na Bolívia. Para Mijão, que segue foragido, uma eventual captura pode agora abrir eventual extradição para responder perante a Justiça dos Estados Unidos.
fonte: midiamax


