O copiloto que tentou sequestrar um voo da flydubai com destino a Israel pretendia lançar o avião contra o Aeroporto Ben Gurion e causar o maior número possível de vítimas. Segundo autoridades israelenses, Hamam al-Hammami planejou o ataque antes mesmo de ser contratado: pesquisou quais companhias aéreas voavam para Tel Aviv e escolheu a flydubai por isso.
As investigações apontam que ele esteve no Ben Gurion várias vezes nos últimos meses, coletando informações. Chegou a marcar o ataque para julho, mas desistiu no último momento porque era amigo de um dos tripulantes daquele voo. A estratégia era esperar o avião entrar no espaço aéreo da Jordânia, tirar o comandante de ação, obter as autorizações de pouso como em um voo normal e, só então, colidir contra o aeroporto. Se não conseguisse, o alvo alternativo seria uma base militar americana na Jordânia.
Na quarta-feira (30), o plano foi colocado em prática. Al-Hammami atacou o comandante indiano Smit Machchhar com o machado de emergência da aeronave. Ferido, o comandante conseguiu destrancar a porta da cabine. Passageiros israelenses entraram, imobilizaram o agressor e estabilizaram o avião, que havia sido colocado em mergulho. Dois pilotos de folga que estavam a bordo assumiram o comando e pousaram em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita.
O terrorista queria derrubar o avião e matar todos a bordo. Encontrou pela frente passageiros israelenses que reagiram, ao lado de um piloto indiano e de uma tripulação emiradense determinados a salvar a aeronave. Israelenses, emiradenses e indianos, juntos contra o terror. Esse é o futuro da região e do mundo. Facebook

