Seis adolescentes foram apreendidos e entregues às autoridades, na manhã desta terça-feira (15), em uma nova fase da Operação Lívia deflagrada pela Polícia Civil do Estado. A adolescente de 13 anos morreu em um desafio on-line, em julho deste ano.
Conforme informações da Polícia Civil, a ação é para busca de identificação da estrutura criminosa, incluindo integrantes que exerciam funções de recrutamento, administração, moderação e coerção de vítimas no ambiente virtual.
Chantagens
As investigações apontaram para a utilização de mecanismos de chantagem, manipulação e coerção psicológica contra adolescentes em situação de vulnerabilidade, buscando submetê-los às determinações dos integrantes desses grupos. A atuação policial tem como objetivo não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também identificar possíveis vítimas, interromper situações de risco e promover seu adequado encaminhamento e proteção pelos órgãos competentes.
Itens neonazistas
Durante as buscas na primeira fase da operação, a polícia encontrou materiais de apologia ao neonazismo, armas e conteúdos de abuso sexual infantil com os adolescentes, que são suspeitos de induzir uma menina de 13 anos à morte em Naviraí.
Os itens extremistas foram encontrados durante o cumprimento de mandados de busca, que miraram seis integrantes do grupo no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará, Ceará e Minas Gerais. Um adolescente de Aquidauana fazia parte do grupo. A jovem foi coagida a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord, que durou cerca de 45 minutos.
Conforme as investigações, a ideologia neonazista era usada pelo grupo para radicalizar os jovens no Discord e no Telegram, onde promoviam discursos de ódio, misoginia e desafios de violência extrema contra crianças e animais.
Morte da adolescente
No dia 22 de julho, a adolescente, de 13 anos, foi encontrada morta na varanda da casa onde morava, em Naviraí. Ela foi encontrada pela mãe e pelo padrasto, por volta das 6h.
Na época, foi divulgado que a vítima estaria participando de um grupo na plataforma Discord. Ela teria sido induzida a tirar a vida de quatro gatos; no entanto, não teria conseguido. O servidor teria sido derrubado após denúncias do Carpe Diem — grupo de hackers éticos que ajuda a polícia.
Tempos depois, o mesmo grupo, já em outra chamada, fez com que a adolescente tirasse a própria vida. Inclusive, os integrantes teriam comemorado a morte entre eles.
Prints de supostas mensagens atribuídas ao grupo chegaram a circular nas redes sociais. “Tropinha, isso é oq acontece quando demora tanto pra fazer a p**** de um lulz, o próximo será possivelmente um homicídio…”, descreve uma das mensagens. Fonte: Midiamax


