Imagens de câmeras de segurança e análise de perito contratado pela família contestam versão que levou Márcio Talaska à prisão pela morte da esposa, Iria, e da filha Maria Laura, de 3 anos
Um caso que inicialmente foi tratado como uma possível tragédia provocada de forma intencional pode ganhar uma nova versão após a análise de imagens de câmeras de segurança e de elementos técnicos relacionados ao veículo. Iria Djanira Roman Costa Talaska e a filha dela, Maria Laura Roman Talaska, de apenas 3 anos, morreram afogadas depois que o carro em que estavam caiu nas águas do Rio Paraná, na região de Porto Rico, no noroeste do Paraná. O marido de Iria e pai da criança, Márcio Talaska, sobreviveu e posteriormente foi preso sob suspeita de ter planejado as mortes.
A investigação apontou inicialmente para a hipótese de que o veículo teria sido lançado deliberadamente no rio, levando à suspeita de que Márcio teria provocado a queda para matar a esposa e a filha. Ele passou a responder pelo caso preso preventivamente enquanto as circunstâncias da ocorrência eram investigadas.
Agora, uma nova análise apresentada pelo programa Domingo Espetacular, da Record, coloca essa versão em dúvida. Um perito contratado pela família afirma que as imagens de câmeras de segurança, analisadas quadro a quadro, indicariam uma dinâmica diferente daquela sustentada pela acusação.
Segundo o especialista ouvido na reportagem, Iria estaria na direção do veículo no momento em que o carro seguia em direção ao rio, enquanto Márcio estaria no banco do passageiro. A análise leva em consideração imagens registradas durante o trajeto e elementos observados no interior do automóvel.
As câmeras de segurança mostram o veículo circulando pela região antes de chegar ao ponto onde ocorreu a queda. A partir dessas gravações, o perito faz uma reconstrução dos últimos momentos antes de o carro desaparecer nas águas e questiona a interpretação apresentada anteriormente sobre quem estaria conduzindo.
A nova perícia também levanta questionamentos sobre a dinâmica da queda e sobre os elementos utilizados para sustentar a acusação contra Márcio. Para o especialista contratado pela família, as imagens precisam ser consideradas na reconstrução dos acontecimentos e podem indicar que a versão inicialmente atribuída ao caso não corresponde ao que de fato ocorreu.
A prisão de Márcio ocorreu depois que as investigações passaram a tratar a morte de Iria e Maria Laura como um possível crime planejado. A sobrevivência dele após a queda do veículo foi um dos elementos que passaram a ser analisados pelas autoridades.
Com a apresentação da nova perícia, entretanto, a família passou a contestar essa interpretação. O especialista afirma que os registros de vídeo apresentam elementos que podem inocentar Márcio e colocar em dúvida a hipótese de que ele tenha provocado intencionalmente a queda do carro.
A nova análise, porém, ainda precisa ser considerada pelas autoridades e pela Justiça. A afirmação do perito contratado pela família não representa, por si só, uma decisão judicial de inocência, mas pode contribuir para uma reavaliação das provas e da dinâmica do acidente.
O caso, que terminou com a morte de Iria e da pequena Maria Laura e com a prisão do marido e pai, agora ganha um novo capítulo. As imagens das câmeras de segurança e a análise pericial apresentada pela família podem ser importantes para esclarecer uma das principais perguntas da investigação: quem estava ao volante no momento em que o carro caiu no Rio Paraná e o que realmente aconteceu nos últimos minutos antes da tragédia?
Imagens: RECORD
Informou Nova Londrina News


