13 de outubro de 2026

Presidente da Santa Casa comprou casa de R$ 400 mil com dinheiro vivo

Gecoc também aponta compras de imóveis por sócio e relaciona evolução patrimonial a contratos da Santa Casa

A então presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, comprou em janeiro de 2025 um imóvel residencial por R$ 400 mil e pagou o valor no ato, em espécie, segundo relatório do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

A aquisição aparece no conjunto de movimentações patrimoniais analisadas na investigação sobre contratos e pagamentos da Santa Casa e da Operadora Santa Casa Saúde. Ali foi presa na sexta-feira passada por conta das denúncias.

O imóvel fica na Rua João Pessoa, em Campo Grande, e foi adquirido em 24 de janeiro de 2025. O documento registra que o valor declarado foi de R$ 400 mil, “pago no ato, em espécie da moeda corrente nacional”.

Na mesma análise, o Gecoc  cita aquisições feitas por Paulo da Cruz Duarte, apontado como sócio e parceiro profissional da presidente. Em junho de 2023, ele e a esposa compraram um apartamento no Edifício Pernambuco, na Rua Pernambuco, por R$ 350 mil, com duas vagas de garagem. Conforme o relatório, o valor foi integralmente pago em moeda corrente nacional.

A compra ocorreu poucos meses depois da criação da Duarte Soluções Creditícias Ltda., em fevereiro de 2023, e pouco antes do primeiro contrato identificado entre a empresa e a Santa Casa Saúde, firmado em agosto daquele ano.

Já em março de 2025, Paulo e a esposa adquiriram outro apartamento, desta vez no Edifício Tom Jobim, por R$ 670 mil. O imóvel tinha três vagas de garagem. O pagamento foi dividido em parcelas mensais de R$ 50 mil, além de duas prestações finais para quitar o saldo restante.

Ao tratar dessas aquisições, o Gecoc afirma que a evolução patrimonial da presidente da Santa Casa e de Paulo da Cruz Duarte ocorreu paralelamente à criação de empresas, à assinatura de contratos e à transferência de valores milionários pela Santa Casa Saúde. O relatório, porém, não afirma nesse trecho que os imóveis tenham sido comprados diretamente com dinheiro da instituição.

As compras foram incluídas na investigação como parte da análise sobre a origem e a movimentação dos recursos no período. O Gecoc sustenta que os elementos reunidos apontam para uma estrutura organizada, com divisão de funções e finalidade econômica, além de suspeitas de fraudes contratuais, peculato e falsidade documental. Fonte: Campo Grande News

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