Nadson Santos Sampaio, de 29 anos, preso na noite de sexta-feira (4), em São Paulo, durante uma força-tarefa das polícias de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo, era o executor itinerante da facção criminosa Comando Vermelho.
‘Soldado’, como é conhecido, tinha cometido três crimes em Mato Grosso do Sul, em 48 horas. Nadson também é apontado pela investigação como suspeito de cometer outros homicídios em cidades paulistas.
O faccionado tinha como missão percorrer as cidades do Estado e eliminar membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) para ‘tomar à força’ pontos de drogas da facção rival em Mato Grosso do Sul. Em nove dias, ‘Soldado’ cruzou os estados vizinhos e cometeu três crimes em 48 horas.
‘Soldado’ ainda foi até Paranaíba no mesmo dia e matou um adolescente de 17 anos. Após o assassinato, ele fugiu comemorando o homicídio: “Deu certo. Deu certo. Consegui. Ele já está morto, já está morto”.
Depois de percorrer 54 quilômetros, ‘Soldado’ chegou a Aparecida do Taboado no dia 2 de setembro, onde tentou matar a tiros um rapaz de 22 anos. A vítima foi ferida com dois disparos e socorrida pelo Corpo de Bombeiros. O crime aconteceu 28 horas após ‘Soldado’ executar o adolescente de 17 anos.
Prisão de ‘Soldado’
O faccionado foi preso nos fundos de um imóvel, na sexta-feira (4). No quintal, os policiais encontraram um carro e, dentro de um saco de lixo, uma sacola contendo uma pistola calibre .380, um carregador municiado e munições sobressalentes.
Também foram apreendidos dois celulares, peças de roupas que teriam sido utilizadas em crimes recentes e 20 munições intactas.
As investigações continuam para esclarecer a participação do suspeito em outros crimes, além de identificar outros envolvidos.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 1º de setembro, o suspeito entrou a pé em um bar, na região do Novo Oeste, em Três Lagoas, e efetuou diversos disparos contra um grupo, fugindo em seguida. Outros quatro jovens, com idades entre 16 e 19 anos, foram baleados. Duas equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas.
O crime teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas pelo domínio de pontos de venda de drogas na região e no Estado, envolvendo o Comando Vermelho em áreas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

