O laudo pericial cadavérico do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morto em Palmas, no Tocantins, em 03 de agosto de 2026, confirma que a criança foi vítima de violência sexual além das agressões físicas. No campo de quesitos do documento, assinado pelo perito oficial Dr. Gil Vicente Marot, a pergunta sobre o instrumento ou meio que ocasionou a morte foi respondida de forma direta: “ação contundente e violência sexual.” O laudo aponta que a morte foi causada por sangramento interno grave, colapso do sistema nervoso central, perfuração do intestino e choque hemorrágico, e que o crime foi cometido com “crueldade, pela insensibilidade, indiferença e na multiplicidade de lesões.” Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança morta sobre a cama, vestindo fralda e enrolada em um edredom, com hematomas visíveis no rosto. O imóvel apresentava garrafas de bebida alcoólica espalhadas.
O exame do corpo revelou hematoma acima do olho direito, múltiplos roxos espalhados pelo rosto, barriga bastante inchada e, na região anal, ferimentos profundos com rasgos extensos, presença de coágulos de sangue e sangramento abundante — sinais compatíveis com penetração forçada. Internamente, os peritos identificaram grande quantidade de sangue acumulado na cavidade abdominal, rompimento do intestino próximo ao canal anal e sangramento ao redor do cérebro causado por trauma. Foram coletadas amostras da boca e do ânus para pesquisa de sêmen, além de sangue para verificar a presença de álcool e drogas. A mãe de Gustavo, Sabrina Feitosa, apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde 2024. Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa de Igor: “Porque ele me bate”, disse a criança. O pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a companheira, Kathellen Moreira da Silva, foram presos na madrugada de quinta-feira (06) em uma casa na região norte de Palmas. Ambos respondem por homicídio duplamente qualificado e tortura.


