Se o Governo Federal procura elevar ainda mais os encargos dos estados, na desesperada tentativa de compensar o “rombo” nas contas públicas, é preciso reagir e barrar suas manobras. A advertência é do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, ao afirmar que faz parte da sua agenda prioritária lutar e mobilizar forças para impedir que Mato Grosso do Sul e demais estados sejam novamente lesionados pela política econômica do Palácio do Planalto.”Mato Grosso do Sul não pode perder nada com a reforma tributária”, reitera Azambuja.
As novas medidas entrarão em vigor a partir de 2027. “O Governo Federal elevou a dívida pública da União, que saltou de 71% do PIB para 81% nesses 4 anos”, disparou, em entrevista ao Programa Tribuna Livre, da Rádio Capital FM, na sexta-feira (07/08). “É mais de R$ 10 trilhões o valor da dívida. E o povo brasileiro paga R$ 1 trilhão por ano somente de juros”, emendou.
Para evitar que o Estado seja ainda mais penalizado, Azambuja defende um parlamento forte, sobretudo o Senado. Em seguida, indaga e responde: “Quem mais perde com a reforma tributária? Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo. É aí que está a grande produção”.
“Mato Grosso do Sul não pode perder nada com a reforma tributária” (Azambuja).

Ele explicou que a reforma começa com o CBS, imposto sobre bens e serviços. “Acaba o IPI, acaba o PIS e a Cofins a partir de janeiro. A transformação do ICMS e do ISS, que é das prefeituras, começa com 10% a partir de 2029. E aí virá numa sequência até à plenitude. Eu tenho muita dúvida, Mato Grosso do Sul pode perder com isso”.
Entretanto, Azambuja faz a ressalva. “A reforma simplifica o sistema, acaba com o arcabouço tributário do ICMS, que tem 27 legislações, e do ISS, com 5.800. Cada município legisla de um jeito, e aí começa uma guerra fiscal”, argumentou.
O Senado Federal, acredita, terá papel importante para evitar que estados e municípios sejam mais prejudicados na divisão dos recursos públicos. “Vamos lutar para estados e municípios receberem mais recursos. É nas cidades que as pessoas vivem, precisam dos investimentos em saúde, educação, infraestrutura e outras demandas básicas”, afirmou.

Na Feira
Na quinta-feira (06/08), Azambuja foi com a esposa, Fátima, e o governador Eduardo Riedel (PP), acompanhar o 19º Festival do Sobá, e destacou a importância cultural e turística da Feira Central. “É uma tradição que já está faz parte da identidade de Campo Grande. Temos visitantes de outros estados. Eles vem e gostam, saboreiam o sobá. Então, isso aqui é a cultura, é a tradição e ficamos muito felizes de poder participar”.
A presidente da Afecetur (Associação da Feira Central, Cultural e Turística de Campo Grande), Alvira Appel de Melo, destacou a amizade e a parceria do ex-governador com a Feira Central. “A nossa relação com o Reinaldo é muito boa. Ele criou laços de amizade, construídos com respeito e colaboração. Como governador, ele fez a diferença nas vidas das famílias”, assinalou.
Antes de deixar o espaço, Azambuja deixou um recado escrito de apoio à revitalização do local: “Vamos construir uma nova Feira”.
Fonte: folhacg.com.br


