Um irmão do prefeito de Bandeirantes, Celso Abrantes (PSD), e o motorista presos por desvio de óleo diesel foram soltos em audiência de custódia.
A prisão aconteceu no momento em que a carga estava sendo descarregada na empresa que pertence ao prefeito. Os policiais apreenderam cerca de 2 mil litros de óleo diesel, dois celulares e os reservatórios utilizados para o armazenamento do produto. Durante a operação, os policiais constataram que não havia nota fiscal para o descarregamento do produto.
Conforme a decisão, assinada pelo juiz Francisco Vieira de Andrade Neto, os autores ficam proibidos de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, entre si, seja por meio de telefone, mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros, salvo mediante expressa autorização judicial.
A decisão também determina que os acusados compareçam, mensalmente, entre o dia 01 e 10, para informarem e justificar suas ocupações e comprovarem seus endereços, sempre apresentando comprovantes atualizados.
o prefeito disse que gostaria de esclarecer “coisas maldosas” sobre seu irmão e justificou que “o único crime foi pegar um combustível sem nota”.
“Sempre está entrando caminhão para entregar óleo diesel aqui em casa, não é segredo, eu tenho bastante maquinário, meu irmão tem o caminhão dele. E nisso chegou uma viatura acompanhando esse caminhão, que, no descarregar, foi abordado. Acho que o único crime que aconteceu é a gente pegar um combustível sem nota, porque não tinha nota no momento em que estava descarregando”, declarou Abrantes.
Em seu esclarecimento, o prefeito também alegou que houve politicagem e que seu irmão foi vítima de toda a situação. “Acredito que existiu muita politicagem em cima para tentar atingir, que, na verdade, o meu irmão foi vítima da situação, porque o alvo seria eu, como sou político”, afirmou.
De acordo com o boletim de ocorrência, as equipes tomaram conhecimento de um possível furto de combustíveis mediante desvio e venda de parte da carga antes de chegar ao seu destino. Assim, iniciou diligências e monitoramento.
Por volta das 10h50 da manhã de quarta-feira (10), os policiais flagraram o motorista do caminhão-tanque de uma empresa descarregando combustível na Rua Afonso Pena, aos fundos de uma residência, onde também funciona uma mecânica e garagem de caminhões e tratores.
Logo, o motorista e o irmão do prefeito foram abordados. O motorista revelou que não foi a primeira vez que havia descarregado combustível na empresa. Na quarta-feira ele iria descarregar 600 litros, cada litro avaliado em R$ 4.
Já o irmão do prefeito disse que já havia ajudado o motorista a descarregar combustível no local em três oportunidades, mas atuava apenas na mecânica e era responsável pelo pátio dos veículos. Ele negou saber da forma de pagamento ou circunstâncias da compra do combustível.

