Um empresário de 33 anos, acompanhando a denúncia sobre um mestre de obras que praticou o crime de estelionato, em Campo Grande, denunciou um vidraceiro pelo mesmo modus operandi. A vítima disse que o trabalho foi contratado no mês de novembro, ao valor de pouco mais de R$ 26 mil, incluindo toda a parte da vidraçaria do imóvel, localizado no bairro Coronel Antonino, sendo que tudo deveria estar instalado até dezembro. No entanto, três meses depois, só ficou o prejuízo e insistentes ligações ao suspeito.
“Estou fazendo a reforma da casa, desde julho do ano passado, e agora já está para terminar. E aí ficou essa parte da vidraçaria, portas e janelas, então, contratei uma empresa, localizada no bairro Coophavila, inclusive, em nome da esposa do vidraceiro. Fizemos o contrato em novembro, tudo certinho, ele entregaria tudo até dezembro. Após um tempo, ele instalou as janelas, a janelinha do banheiro e quartos. Só que a vidraça da escadaria, do parapeito lá em cima e a parte do jardim de inverno, que é a mais cara, ele falou que tinha feito pedido”, afirmou o empresário ao Jornal Midiamax.
Nos dias seguintes, “enrolando e enrolando”, a vítima começou a cobrar mais, até o momento em que foi bloqueada no WhatsApp. “Ele me bloqueou e não atende mais ligações. Mas tem uma outra pessoa que fala com ele também e deu um prazo, que venceu duas semanas atrás, e eu disse que acionaria o nosso advogado e também iria à delegacia. Tem o contrato como prova e ainda teve uma vez que ele disse: ‘Faz o seguinte, liga lá na operadora de cartão de vocês e pede estorno’. Como assim se o dinheiro foi todo para ele?”, comentou o empresário.
‘Uma dor de cabeça tremenda’, diz empresário

Sendo assim, ressaltou que somente cerca de R$ 2 mil em vidros foram instalados. “Ele foi superdesaforado, fica dias, semanas sem responder e nós estamos em um prejuízo gigante. Pensamos em ir na empresa, mas isso poderia comprometer a nossa integridade; então, decidimos formalizar na polícia, fomos atrás de orientações; porém, pelo que o advogado disse, já estamos lesados e já tomamos calote. É uma dor de cabeça tremenda”, disse.
O empresário fala que pretendia se mudar para o imóvel neste mês de março, mas acho que não terá tempo por conta deste problema. “Vamos ter que ir atrás de outro vidraceiro e nem tem de onde tirar. Fim de reforma é bem complicado o financeiro; então, a gente está bastante preocupado. Eu vi a sua matéria ontem e falei: ‘Nossa, é igualzinho o nosso caso. Tem muita semelhança e me chamou a atenção. Teve outro dia também, superdesaforado, ele falou: ‘Não vou mais trabalhar para vocês, me enchem muito o saco’. Como assim encher o saco se era para você ter entregado em dezembro?”, afirmou.
Recentemente, o empresário disse que ligou de um número diferente, momento em que o suspeito atendeu na hora. “Ele falou: ‘Vou ver o dia que vou, estou com outras demandas, outras correrias’. A gente está desconfiado que ele pegou o nosso valor e foi tamponar outra obra. Foi pagar de outra obra que ele também já gastou e deve estar em outras obras, buscando, para poder pagar o nosso, seria mais ou menos isso”, lamentou.
Por fim, a vítima disse que a intenção é alertar outros clientes que possam ter negociado com ele, além de possíveis novos clientes.


