3 de novembro de 2026

Geraldo Resende assina pedido de CPI para apurar suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo Banco Master e BRB

Deputado passa a integrar articulação na Câmara para investigar indícios de irregularidades, cobrar responsabilidades e proteger recursos públicos e fundos previdenciários

O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) assinou nesta quarta-feira (4) o requerimento que pede a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, destinada a apurar suspeitas de fraudes financeiras de grandes proporções envolvendo o Banco Master e a relação da instituição com o Banco Regional de Brasília, BRB. Ao aderir ao pedido, o parlamentar reforça a articulação no Congresso por transparência, responsabilização e aprimoramento dos mecanismos de controle do sistema financeiro, com foco na proteção do dinheiro público e do patrimônio dos brasileiros.

O requerimento foi apresentado originalmente pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e tramita na Câmara dos Deputados sob o número RCP 1 de 2026. A CPI pretende aprofundar apurações relacionadas a fatos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em duas fases, a primeira em novembro de 2025 e a segunda em janeiro de 2026. As investigações preliminares indicam a existência de um suposto esquema que envolveria criação de fundos fraudulentos, falsificação de contratos, montagem de ativos inexistentes e manipulação contábil, com prejuízo estimado em mais de R$ 12,2 bilhões, o que acendeu alerta sobre fragilidades nos mecanismos de fiscalização e sobre os impactos potenciais do caso para a economia e para a confiança no sistema financeiro.

Entre os pontos que devem estar no centro da apuração estão indícios de que o BRB, instituição financeira estatal, teria sido utilizado para absorver passivos e contratos supostamente irregulares associados ao Banco Master. Na avaliação de parlamentares que defendem a CPI, a hipótese de transferência de prejuízos de uma fraude privada para uma instituição pública representa risco direto ao patrimônio coletivo e exige esclarecimentos objetivos. Outro aspecto considerado sensível envolve a suspeita de que fundos previdenciários estaduais e municipais possam ter adquirido ativos contaminados pelo esquema, situação que, se confirmada, pode afetar a segurança financeira de regimes próprios de previdência e comprometer aposentadorias de servidores em diferentes unidades da federação.

Ao comentar a assinatura do requerimento, Geraldo Resende afirmou que o Parlamento não pode se omitir diante de denúncias com repercussão econômica e social e defendeu uma investigação rigorosa, com transparência e foco em resultados. “Assinei o pedido de CPI porque estamos diante de um caso grave, com indícios que envolvem recursos públicos, possíveis falhas regulatórias e risco concreto ao patrimônio dos brasileiros. O Congresso tem o dever constitucional de investigar, garantir transparência e apontar responsabilidades. Se houver qualquer sinal de que fundos de previdência e dinheiro público foram expostos, é obrigação do Estado agir para proteger a população e fortalecer os mecanismos de controle”, declarou.

Para o deputado, a CPI precisa ir além da apuração de responsabilidades individuais e identificar eventuais omissões institucionais e vulnerabilidades de fiscalização que permitam corrigir falhas e impedir a repetição de casos semelhantes. A adesão de Geraldo Resende ao requerimento, segundo o parlamentar, reafirma o compromisso do mandato com o interesse público, com a integridade na gestão de recursos e com a defesa de um ambiente financeiro mais seguro, transparente e confiável para a sociedade.

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