8 de maio de 2026

Simone confirma saída de ministério e MS vai ficar sem representante no 1º escalão de Governo Federal

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou, nesta sexta-feira (30), que vai deixar o cargo até o dia 30 de março, prazo final para quem vai disputar eleições deixar os postos públicos. Com isso, Mato Grosso do Sul ficará sem representantes no primeiro escalão do governo Federal

A gestão Federal teve início com duas integrantes aqui do Estado. Cida Gonçalves comandava o Ministério das Mulheres, mas não resistiu a denúncias de assédio moral e deixou o cargo em maio do ano passado.

No governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), Mato Grosso do Sul também começou com dois ministérios, da Saúde, com Luiz Henrique Mandetta, e da Agricultura, com Tereza Cristina. Só a senadora permaneceu até o fim.

Simone ainda vai conversar com o presidente para decidir sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. Ela tem um convite do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, para se filiar ao PSB, caso troque de partido.

“Coloquei na mão do presidente o meu destino político. A única coisa que ele já falou, e que eu já vim com essa certeza, é que eu não fico, eu não permaneço no ministério, que, portanto, eu sou candidata a alguma coisa no processo de 2026. É a única certeza que eu tive até agora”, declarou Tebet, após participar de um evento na cidade de São Paulo.

A ministra afirmou que teve conversas recentes com o presidente em que manifestou qual sua preferência, mas que acatará a escolha do presidente. Uma nova reunião está prevista para as próximas semanas. No encontro, a ministra relatou que apenas tratou da disputa ao Senado, que nessas eleições terá duas vagas em disputa para cada Estado.

Simone negou ter tratado sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo e disse que, na conversa com o presidente, não foi abordado se sua candidatura seria para o Mato Grosso do Sul, seu atual domicílio eleitoral, ou para São Paulo.

“Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem governo do Estado de São Paulo, quero deixar isso claro”, afirmou.

Simone é uma das ministras mais populares e está entre os melhores avaliados do governo Federal. A ex-senadora pavimentou esse caminho, principalmente, a partir da disputa da presidência da República em 2022, quando foi concorrente do petista e, depois, virou aliada para derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno.

Caso a decisão seja pela candidatura no maior colégio eleitoral do País, com 33,5 milhões de eleitores, Simone deve deixar o MDB, partido em que está filiada há 27 anos e pelo qual foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, vice-governadora na gestão de André Puccinelli (MDB) e senadora da República.

Sobre o cenário paulista, Simone mencionou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), como “dois nomes de peso” em uma eventual disputa. “Não entramos em detalhes, não foi essa discussão, eu estou aqui apenas externando uma mera opinião”, declarou.

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