Os preços de alguns hortifrútis subiram na Ceasa-MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) entre os dias 5 e 10 de outubro. A alface crespa liderou as altas, com reajuste de 11,20%, seguida pela cebola nacional, que ficou 10% mais cara. O tomate também apresentou aumento e chegou a R$ 200 a caixa, R$ 70 acima da média habitual. Por outro lado, cenoura, maçã nacional e melão espanhol ficaram mais baratos.
As variações são influenciadas principalmente pelas condições climáticas nas regiões produtoras, pela disponibilidade dos alimentos e pelo comportamento da demanda no mercado atacadista.
Alface e cebola registram maiores altas
A caixa de 7 quilos de alface crespa passou de R$ 40 para R$ 45, uma alta de 11,20%. O aumento está relacionado às chuvas registradas em setembro nas regiões produtoras de São Paulo, que prejudicaram a qualidade das folhas, provocaram perdas nas lavouras e reduziram a oferta.
Já a cebola nacional teve reajuste de 10%, com o saco de 20 quilos passando de R$ 90 para R$ 100. A alta está associada à menor disponibilidade do produto, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, e de Cristalina, em Goiás.
O mamão-formosa também apresentou aumento. A caixa de 18 quilos passou de R$ 110 para R$ 120, uma elevação de 8,33%, influenciada pela menor disponibilidade da fruta e pela oferta mais controlada em algumas regiões produtoras.
Tomate chega a R$ 200
O tomate registrou alta de 5% na semana, passando de R$ 190 para R$ 200. A cotação está R$ 70 acima da média habitual, estimada em R$ 130.
Também há registros de tomates verdes e de menor calibre nos entrepostos. A evolução das cotações dependerá da oferta, da qualidade dos produtos e do ritmo de comercialização nas próximas semanas.
Cenoura, maçã e melão têm redução
Entre os produtos que ficaram mais baratos, a cenoura apresentou a maior queda percentual. A caixa de 20 quilos passou de R$ 100 para R$ 90, uma redução de 11,11%.
A maçã nacional teve queda de 9,17%, com a caixa de 18 quilos passando de R$ 120 para R$ 110. O consumo mais limitado nas últimas semanas favoreceu o acúmulo de frutas embaladas nos estoques. Para estimular as vendas e liberar espaço de armazenamento, os classificadores reduziram os preços.
A maior participação de maçãs importadas no mercado brasileiro em outubro também amplia a concorrência com a produção nacional, dificultando uma recuperação das cotações.


