6 de novembro de 2026

Família de indígena morto em Antônio João pede indenização à Justiça Federal

A família do indígena Guarani Kaiowá Neri da Silva, de 23 anos, foi à Justiça Federal pedir indenização dois anos após a morte dele em conflito em envolvendo a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). O caso foi em setembro de 2024.

No pedido, a defesa quer que o Estado de Mato Grosso do Sul e a União sejam responsabilizados pelo crime e obrigados a indenizar viúva e filho por danos materiais e morais, incluindo por meio de pagamento de pensão.

Conflito em Antônio João acelerou acordo para demarcação

Em 18 de setembro de 2026, Neri da Silva, de 23 anos, morreu durante uma ação policial de retomada de uma fazenda em Antônio João, município na região sul de Mato Grosso do Sul. A tensão rondava a região desde o início daquele mês.

O conflito já havia deixado feridos e provocado o deslocamento de mais policiais militares para a região. Dias depois, em nova ação de retomada, Neri foi baleado e morto.

A morte provocou intensa reação de autoridades federais. A então ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, telefonou diretamente para o governador Eduardo Riedel (PP) para exigir o afastamento do policial envolvido. Dias depois, Neri foi enterrado na comunidade, sob forte emoção.

O relator do caso no Supremo é o ministro Gilmar Mendes. Até hoje, o acordo ainda aguarda trâmites legais para ser efetivado.

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