16 de agosto de 2026

Após se livrar da tornozeleira, empresário de MS investigado por fraude tenta reaver apreensão

O empresário George Willian de Oliveira tenta reaver um celular apreendido durante a Operação Turn Off, deflagrada em novembro de 2023. Ele chegou a ser preso, foi solto e, há poucos dias, conseguiu se livrar do uso da tornozeleira eletrônica.

Entretanto, ele declinou da competência para a Comarca de , que deve julgar o pedido de restituição de George.

Sem tornozeleira

Coutinho e George também foram alvos da Operação Fake Cloud, que desvendou fraude em licitações na Prefeitura de Itaporã. Em junho, Coutinho conseguiu parecer favorável em HC na Justiça — foi o segundo em poucos meses, já que ele também conseguiu o relaxamento das cautelares no âmbito da Turn Off.

Além deles, outro alvo da operação foi Nilson dos Santos Pedroso, ex-secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica de Corumbá. Ele foi para o regime domiciliar em novembro de 2025.

Operação contra fraude de licitações para backup de dados em Itaporã

O Gecoc/MPMS, com apoio do Gaeco, cumpriu três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão no dia 23 de outubro de 2025, em Itaporã, Campo Grande e .

A investigação identificou um grupo que atuava fraudando, sistematicamente, processos de contratações públicas por dispensa de licitação, voltados ao fornecimento de licença de sistemas de backup de dados em armazenamento em nuvem para a Prefeitura de Itaporã, desde 2022.

Após negociações ilícitas dos empresários com agentes públicos, diversas licitações foram simuladas e direcionadas para beneficiar uma determinada empresa, por meio de propostas fictícias e exigências técnicas, a fim de impedir que outras empresas pudessem disputar.

“Fake Cloud”, termo que dá nome à operação, traduz-se da língua inglesa como “nuvem falsa” e faz alusão aos objetos dos contratos, o backup de dados em armazenamento em nuvem, o que não era fornecido ao ente público.

‘Mete cinquenta pau’: conversas revelam orçamentos fakes em fraude de licitação

A investigação do Gecoc apontou que o empresário Lucas de Andrade Coutinho é quem fazia a ponte entre o empresário George Willian de Oliveira e o então chefe de Compras da Prefeitura de Itaporã, Nilson dos Santos Pedroso.

Dessa forma, conversas de WhatsApp entre os empresários mostram como eles armaram a fraude.

Primeiro, George enviava documento contendo toda a descrição que seria utilizada, posteriormente, pela prefeitura.

E continuou, especificando quanto cada empresa vai propor: “Pede pro seu amigo mandar uns sessenta e três e quinhentos aqui, e eu vou manda uns cinquenta e oito pela Maiorca [empresa ligada a Lucas], ai você joga cinquenta mil. Põe cinquenta e dois mil e duzentos no seu, George”. E foi a proposta de R$ 52,2 mil de George a vencedora.

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