Conforme apurado pela reportagem, o ex-deputado estava na região de Santa Cruz de la Sierra logo após perder o mandato, em 24 de maio.
Porém, após perder recurso no TSE para recuperar o cargo — e o foro privilegiado — e ter liminar de um habeas corpus negada, ele decidiu se entregar. Inclusive, o pedido já havia sido feito a José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, e a previsão era de que ele se apresentaria ao Gaeco entre esta segunda e terça-feira.
Então, Neno estaria se dirigindo ao Brasil para se entregar quando foi abordado pelas autoridade bolivianas.
Apesar disso, a PF informou em nota oficial que estava monitorando Neno até ele ser preso. “A atuação coordenada entre as instituições envolvidas permitiu o compartilhamento célere de informações, a realização de diligências e o alinhamento operacional necessário para a localização do alvo”, diz trecho da nota.
O nome de Neno estava sob análise na sede da Interpol na França, mas ainda não havia sido feita a inclusão na difusão vermelha.
Acusado de liderar o jogo do bicho
Em dezembro de 2023, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a Operação Successione contra uma organização criminosa que operava o jogo do bicho em Campo Grande.
No total, dez pessoas foram alvos da ação. Entre elas, estava o então deputado estadual Neno Razuk (PL).
O pai de Neno, Roberto Razuk, está em prisão domiciliar. Já os irmãos Rafael e Jorge estão presos.
Roberto Razuk foi apontado pelo Gaeco como antigo chefe da operação do jogo do bicho na região sul do Estado. Até a década de 1990, o esquema em todo o Estado de Mato Grosso do Sul era liderado por Fahd Jamil, também alvo da Successione em fases anteriores. Fonte: Midiamax


