7 de novembro de 2026

Acesso da BR-267 à ponte da Rota Bioceânica avança 8% em quase 1 ano

A construção do acesso à Ponte Internacional da Rota Bioceânica na BR-267 chegou aos 38,1% executados do empreendimento.  O trecho tem 13,1 quilômetros de rodovia, que ligará o município de Porto Murtinho, no Brasil, Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

No dia 12 de agosto de 2025, quase 11 meses após o início dos trabalhos, a obra tinha sido 30% executada. Desde aquela data até esta sexta-feira (17), quase um ano depois, houve pouco avanço, já que apenas mais 8,1% do empreendimento foram concluídos.

O investimento é de R$ 472 milhões, dos quais já foram empenhados R$ 220,7 milhões e utilizados R$ 184,7 milhões. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os R$ 36 milhões que ainda restam serão utilizados na conclusão das Obras de Arte Especiais (OAE). A suplementação orçamentária poderá ser realizada conforme a evolução dos serviços.

As obras começaram no dia 20 de setembro de 2024. À época, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em visita à Campo Grande, afirmou que as obras seriam concluídas em até 24 meses, ou seja, até setembro de 2026. Nesta sexta-feira, em resposta a reportagem do Correio do Estado, o DNIT disse que a “previsão inicial de conclusão da obra” é até 2027.

Fases das obras
De acordo com o DNIT, entre as ações executadas estão: canteiro de obras, instalações industriais (central de concretagem e pátio de concretagem e protensão de vigas), limpeza da faixa de domínio do traçado (13,63 km), implantação de cercas de limite da faixa de domínio e implantação de cercas condutoras de fauna.

Até o momento, a autarquia informa que foram executados 10,1 km de serviços de terraplenagem e de movimentação de terra no segmento.

As Obras de Arte Correntes (OACs), referentes aos bueiros, galerias e passagens de fauna, estão 97% concluídas.

O empreendimento conta com a implantação de sete OAEs, sendo seis pontes e um viaduto, que se encontram com o seguinte percentual de execução:

OAE 01 (viaduto na BR-267) – em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
OAE 02 (ponte sobre o Rio Amonguijá) – estrutura concluída;
OAE 03 (ponte de vazante) – em execução a infraestrutura (estacas e blocos) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
OAE 04 (ponte de vazante) – em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas) e fabricação de vigas longarinas e pré-lajes;
OAE 05 (ponte de vazante – 700m) – em execução a infraestrutura (estacas e blocos), mesoestrutura (pilares e travessas); fabricação e instalação de vigas longarinas e pré-lajes;
OAE 06 (ponte de vazante) – infraestrutura (estacas e blocos) e mesoestrutura (pilares e travessas) concluídas.  Em execução a instalação de vigas longarinas e pré-lajes e concretagem da laje;
* OAE 07 (ponte de vazante) – estrutura concluída.
Conexão Brasil-Paraguai
Na última quarta-feira (15), após mais de quatro anos de início das obras, Brasil e Paraguai se uniram através da ponte da Rota Biocêanica. O encontro das aduelas, como é chamada a junção entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai, ocorreu com a colocação da última peça de concreto que fechou o vão entre as duas extremidades.

Para simbolizar a ligação física, houve uma cerimônia com o gesto que ficou conhecido como “o beijo da integração”: um abraço seguido de um beijo entre representantes dos dois lados da fronteira, simbolizando amizade, respeito e o compromisso com um futuro construído em conjunto.

A Ponte Bioceânica integra a chamada Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/cidades/acesso-da-br-267-a-ponte-da-rota-bioceanica-avanca-8-em-quase-1-ano/469831/

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