Por volta das 19h de domingo, ele também publicou que a equipe hospitalar pediu que a família se reunisse no local. “Talvez eu volte aqui e conte como foi. Talvez não… Na dúvida, amo vocês”, escreveu aos 69,3 mil seguidores, em fotografia no leito hospitalar, com oxigênio nas narinas. Meses antes, Tiago emocionou o Brasil ao celebrar a vida, quando já sabia que a morte estava próxima.
A publicação seguinte mantém o tom de despedida: “Só para falar para vocês não se preocuparem. Eu estou bem, estou em paz, estou feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. A vida é boa, e é isso: eu venci. No final, eu venci, porque eu venci todos os dias. A vida valeu. Um beijo do bom sujeito”.
A cerimônia de despedida do advogado será realizada nesta segunda-feira (6), a partir das 10 horas, no Memorial Park, na Rua Francisco dos Anjos, 442, bairro Universitário. O velório deve ser, na verdade, um gurufim — celebração fúnebre festiva de origem afro-brasileira que combina luto e alegria em vez de tristeza e choro.
‘Decidi que não ia morrer todos os dias’
“Só se morre uma vez. Quando eu tive o diagnóstico, decidi que não ia morrer todos os dias. Eu ia morrer uma vez só.” Foi com esse pensamento que o advogado e turismólogo Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, encarou o diagnóstico de um câncer no estômago.
Diagnosticado em 2024, ele contou que a ideia surgiu durante o velório do pai. Enquanto parentes e amigos recordavam histórias e celebravam a trajetória do falecido, Tiago percebeu que faltava justamente a pessoa homenageada para ouvir aquelas lembranças.
“Foi lindo o velório. As pessoas contando histórias, lembrando momentos felizes e celebrando a vida dele. E eu pensava: ‘Pô, só faltou meu pai aqui’. Naquele momento eu decidi que não ia faltar ao meu velório”, relatou ao Jornal Midiamax, no dia do velório em vida, em maio.
Lembrado por celebrar a vida
Desde então, Tiago passou a olhar para a finitude de outra forma. Em vez de se entregar à doença, escolheu dedicar seu tempo à realização de sonhos e experiências que sempre desejou viver.
“Eu não estou morrendo, eu estou vivendo. E eu quero que as pessoas entendam isso. Enquanto a gente está aqui, vamos viver. Vamos viver, vamos ser felizes”, afirmou à reportagem após a despedida em tom de festa.
Como legado, Tiago disse que gostaria de ser lembrado por uma característica simples, mas essencial: sua capacidade de celebrar a vida. Ele conseguiu. Fonte Midiamax

