O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou nesta sexta-feira (26) que o número de mortos no país por causa das terremotos, na última quarta-feira (24) subiu para 920.
O país, segundo Rodríguez, registrou, até o momento, 302 réplicas após os dois terremotos consecutivos, que provocaram graves danos em Caracas, na capital, e outras cidades, como La Guaira, Aragua, Miranda, Carabobo, Falcón e Yaracuy.
Equipes de resgate formadas por venezuelanos e estrangeiros correm contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos previu um alto potencial para mais de 10.000 mortes, o que situaria o duplo terremoto entre os mais mortais da América Latina no último século.
Jennifer Palacios, de 25 anos, disse que os tremores ocorreram quando ela estava por um breve momento fora de casa, no complexo habitacional Hugo Chávez, composto por oito torres e nomeado em homenagem ao falecido líder socialista da Venezuela, soterrando seu filho de 6 anos e outros cinco parentes.
“Foi a comunidade que conseguiu resgatar as pessoas com vida”, disse ela, sentada em uma cadeira de plástico em frente aos escombros. “Precisamos que tragam guindastes para remover as lajes. Ainda há pessoas presas.”
O governo da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após os Estados Unidos capturarem seu antecessor, em janeiro, prometeu um grande envio de ajuda. A televisão estatal exibiu imagens dela em visita a La Guaira na quinta-feira.
Mas por enquanto a ajuda tem sido, de modo geral, irregular nesta sexta-feira, com autoridades como bombeiros, polícia, defesa civil e militares nas ruas em alguns lugares, mas ausentes ou com presença mínima em outros.
Missão humanitária brasileira
Uma missão humanitária brasileira chegará à Venezuela na noite desta sexta-feira (26), segundo o major Anderson Dias, comandante da aeronave KC-390.
A missão é composta por 44 pessoas e 12 toneladas de equipamentos.
* Com informações da Telesur e Reuters


