9 de junho de 2026

Três policiais rodoviários federais de Guaíra são detidos em megaoperação contra contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro

Eles são investigados por possíveis desvios de conduta ligados a uma organização criminosa transnacional

A Operação Sicarius I e II, deflagrada nesta terça-feira (9) pela Polícia Federal, revelou o envolvimento de três policiais rodoviários federais de Guaíra investigados por possíveis desvios de conduta ligados a uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar com contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro.

Em nota oficial, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a ação foi resultado de apurações realizadas pela própria Corregedoria-Geral da instituição, que identificou indícios de irregularidades praticadas pelos três servidores e encaminhou as informações às autoridades responsáveis pela investigação.

Segundo a PRF, a corporação participou da operação ao lado da Polícia Federal e da Receita Federal e reforçou que atua de forma permanente no controle interno, na prevenção e no combate a desvios de conduta, em cooperação com os órgãos de persecução penal.

A Operação Sicarius I e II tem como objetivo desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

As medidas judiciais foram cumpridas em diversas cidades do país, incluindo Umuarama, Cianorte, Maringá, Londrina, Cascavel e Guaíra, no Paraná, além de municípios de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.

Ao todo, a Justiça Federal de Guaíra expediu 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas ordens de bloqueio de contas bancárias, cancelamento de CPFs e CNPJs e medidas de cooperação internacional para aprofundar as investigações.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, utilizando empresas de fachada, pessoas interpostas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular recursos obtidos por meio das atividades criminosas.

As investigações seguem em andamento e, até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente a identidade dos demais investigados. Fonte: portalredetvmais.com.br

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