A Colômbia terá um segundo turno presidencial entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda. O candidato de direita, que construiu sua candidatura fora das estruturas tradicionais do uribismo, enfrentará o representante do grupo político do presidente Gustavo Petro, repetindo uma configuração semelhante à eleição de 2022.
De la Espriella chegou à disputa impulsionado por um discurso de combate ao establishment e pelo apoio de amplos setores da direita. Já Cepeda avançou ao segundo turno com o respaldo da base governista e de aliados do presidente Gustavo Petro.
Nos primeiros boletins da apuração, Cepeda apareceu à frente. No entanto, a tendência se inverteu ao longo da contagem, e De la Espriella assumiu a liderança. Com mais de 97% das urnas apuradas, ele abriu vantagem superior a 600 mil votos sobre o adversário.
A campanha também foi marcada pela ausência de debates diretos entre os dois finalistas, que chegaram ao segundo turno sem confrontar suas propostas em encontros presenciais voltados ao eleitorado.
Analistas apontam semelhanças com a eleição de 2022. Naquele pleito, o então candidato governista Gustavo Petro chegou ao segundo turno pelo campo da esquerda, enquanto o empresário Rodolfo Hernández representou uma candidatura de direita com perfil de outsider. Hernández acabou derrotado por Petro na decisão.
Agora, os dois finalistas terão o desafio de ampliar suas bases eleitorais. De la Espriella busca consolidar o apoio dos eleitores de direita e atrair setores independentes, enquanto Cepeda deve tentar conquistar votos de centro e de eleitores que apoiaram candidaturas como as de Claudia López e Sergio Fajardo.
Abelardo de la Espriella ficou conhecido nacionalmente como advogado criminalista. Entre seus clientes estiveram figuras controversas, mas também vítimas de casos de grande repercussão. Sem experiência prévia em cargos públicos, esta foi sua primeira disputa eleitoral.
Já Iván Cepeda é congressista desde 2010 e atualmente ocupa uma cadeira no Senado. Ligado a iniciativas de paz e aliado de Petro, ele se apresenta como defensor da continuidade do projeto político do atual governo e foi um dos principais formuladores da política de “Paz Total”.
Com informações do O Colombiano


