20 de maio de 2026

Governo inclui seis cidades de MS em programa de R$ 209 milhões contra facções

Dourados, Bela Vista, Ponta Porã, Antônio João, Laguna Carapã e Amambai receberão recursos de programa federal

Mato Grosso do Sul terá seis municípios na região do Conesul incluídos no programa federal Território Seguro: Amazônia Soberana, iniciativa do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) criada para enfrentar o avanço do crime organizado em áreas consideradas estratégicas do país.

O programa prevê R$ 209 milhões em investimentos nacionais e alcança 42 municípios distribuídos entre seis estados. Embora o eixo principal esteja concentrado na Amazônia, Mato Grosso do Sul foi incorporado devido ao papel estratégico da fronteira sul na dinâmica do crime transnacional.

Entram no pacote as cidades de Dourados, Bela Vista, Ponta Porã, Antônio João, Laguna Carapã e Amambai, todas localizadas em uma região marcada pela presença da faixa de fronteira e por rotas ligadas ao tráfico internacional, contrabando e atuação de facções criminosas.

As cidades ficam em uma região considerada sensível para a segurança pública nacional por concentrar áreas de fronteira com o Paraguai e integrar rotas utilizadas para tráfico de drogas, armas, contrabando e circulação de organizações criminosas.

O anúncio amplia a presença de Mato Grosso do Sul em programas federais voltados ao enfrentamento das facções. Na semana passada, o Estado já havia aparecido entre as prioridades do plano Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prevê R$ 11,1 bilhões em investimentos e financiamentos para ações de segurança, especialmente em fronteiras, sistema penitenciário e combate financeiro às organizações criminosas.

Agora, dentro do Território Seguro: Amazônia Soberana, o foco passa a ser a ocupação e recuperação de territórios vulneráveis à atuação das facções, com ações que combinam repressão policial, inteligência, prevenção e inclusão social.

Segundo resposta enviada pelo MJSP, ainda não há definição de um valor específico para cada território, mas o governo federal informou que os recursos “chegarão em todas as unidades” contempladas.

Os investimentos nacionais estão divididos em diferentes frentes. Serão R$ 69,1 milhões para ações de desarticulação de quadrilhas e retomada de áreas dominadas por organizações criminosas, R$ 7 milhões para operações de inteligência, R$ 85,9 milhões para prevenção e ampliação do acesso a direitos e outros R$ 47 milhões voltados à reinserção social e incentivo a atividades econômicas lícitas.

A inclusão dos municípios sul-mato-grossenses ocorre em uma região que já aparece frequentemente nos diagnósticos de segurança pública do país. Cidades como Ponta Porã, Antônio João e Bela Vista mantêm ligação direta com a faixa de fronteira paraguaia, enquanto Amambai, Laguna Carapã e Dourados estão inseridas em corredores logísticos estratégicos do Estado.

Nos últimos anos, autoridades estaduais têm apontado que a fronteira sul-mato-grossense se consolidou como uma das principais rotas do tráfico internacional, especialmente de maconha produzida no Paraguai, além do fluxo de armas e mercadorias ilícitas.

O novo programa será coordenado pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos) e integra o plano AMAS (Amazônia: Segurança e Soberania), em execução pelo Ministério da Justiça desde 2023.

O pacote também dialoga com avaliações feitas pelo secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, que, recentemente, em entrevista ao Campo Grande News, disse que o crime organizado busca ampliar sua influência em cidades-gêmeas e áreas estratégicas da fronteira sul-mato-grossense, utilizando essas regiões tanto para a logística do tráfico quanto para a expansão territorial das facções.

Com a entrada dos seis municípios do Conesul no programa, Mato Grosso do Sul passa a integrar simultaneamente duas frentes federais recentes de combate ao crime organizado: uma voltada ao fortalecimento da estrutura policial, sistema penitenciário e operações integradas de fronteira, e outra direcionada à retomada territorial, prevenção e redução da vulnerabilidade social em áreas consideradas estratégicas. Fonte: Campo Grande News

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