25 de setembro de 2026

Aumento de 600% nas mortes: chikungunya já matou 7 em Mato Grosso do Sul

O número de mortes por chikungunya em Mato Grosso do Sul aumentou 600% nos primeiros três meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Sete pessoas morreram pela doença no Estado neste ano até esta segunda-feira (30), frente a apenas um óbito em 2025.

Em 2025, foram registradas 17 mortes no total. Assim, a quantidade atual de 2026 já representa 41,18% dos óbitos contabilizados em todo o ano passado, o que indica avanço acelerado da doença. Onze municípios enfrentam epidemia de chikungunya e o Estado já acumula 3.237 casos prováveis.

A incidência da doença — ou seja, número de casos por 100 mil habitantes — em Mato Grosso do Sul é de 110,7, o que é 11,4 vezes superior à média nacional (9,7). O Estado lidera o ranking nacional de incidência e mortes por chikungunya, tornando-se o epicentro nacional da doença.

Mortes por chikungunya

O ano passado já era o mais letal para chikungunya no Estado. A primeira morte foi registrada em 4 de fevereiro de 2025, em Dois Irmãos do Buriti. As próximas mortes foram registradas ao longo de abril, quando o número total subiu para sete. Mais cinco pessoas morreram em maio de 2025, outras seis e junho e, a última, em julho.

Neste ano, faltando dois dias para o fim de março, o Estado já acumula sete mortes. O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima é uma mulher com mais de 80 anos, que morava em Jardim. Além disso, em Bonito, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta.

Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, também com diabetes e pressão alta. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24.

Pior está por vir?

Segundo o infectologista Júlio Croda, o período de sazonalidade da chikungunya termina só entre o fim de abril e a primeira semana de maio – quando foi registrada a maior parte das mortes do ano passado. Então, ainda há pelo menos um mês de alta esperada nas ocorrências da doença. O período propício para o alastramento é quando há altas temperaturas e chuvas intensas.

“Ainda teremos um mês com aumento do número de casos, hospitalizações e óbitos”, explica Croda. Além disso, mais de mil casos prováveis registrados neste mês de março podem repercutir em mais mortes no mês de abril. “Ainda está no período sazonal e temos mais de 200 pessoas internadas”, conclui o especialista. Fonte: Midiamax

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