O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) cumpre agenda oficial nos Estados Unidos, onde participa da CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora, em português). No evento, participam também os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro, este pré-candidato à presidência da República nas eleições deste ano.
A viagem do parlamentar serviu de oportunidade para articular e fortalecer a candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Pollon teve o nome referendado por Jair Bolsonaro em carta de próprio punho no mês passado.
No evento nos EUA, Pollon mantém interlocução direta com o senador Flávio Bolsonaro, que, além de ser a principal aposta contra a reeleição de Lula (PT), é o articulador das estratégias estaduais da legenda.
Segundo o deputado, o cenário global demonstra que a relativização de direitos fundamentais tem servido de base para perseguições políticas.
“O que estamos vendo aqui é uma preocupação comum entre lideranças de diversos países. A liberdade de expressão, que deveria ser um pilar inegociável das democracias, tem sido relativizada. E, quando isso acontece, abre-se espaço para perseguições políticas disfarçadas de legalidade. Não se trata apenas de um debate ideológico. Trata-se de garantir que cidadãos não sejam silenciados por pensar diferente. O que está em jogo é o futuro da liberdade política e individual”, afirmou.
Desafios internos
O anúncio da pré-candidatura de Pollon ao Senado foi feito nas redes sociais de Michelle Bolsonaro. Por meio de uma carta, Jair Bolsonaro justifica a escolha baseada no caráter e na dedicação do parlamentar na Câmara dos Deputados.
A decisão, no entanto, aprofunda as divergências no diretório regional do PL em Mato Grosso do Sul, que hoje contabiliza quatro postulantes para duas vagas na chapa majoritária.
Além de Pollon, disputa espaço o ex-governador Reinaldo Azambuja, que enfrenta resistência da ala do bolsonarismo raiz. Também buscam a vaga ao Senado a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, e o ex-deputado estadual Capitão Contar.


