8 de maio de 2026

Saneamento avança em 49 cidades e reforça eixo estratégico na fronteira de MS

Com obras de água e esgoto, Sanesul amplia cobertura, impulsiona desenvolvimento e quer antecipar metas

O mapa do saneamento básico em Mato Grosso do Sul está sendo redesenhado — e com obras em ritmo acelerado. Em 2026, a Sanesul colocou 49 municípios no radar de investimentos, em um pacote que combina ampliação de redes de esgoto e reforço no abastecimento de água, com atenção especial à região Sul-Fronteira, considerada estratégica para a economia do Estado.

Ao todo, são 36 cidades com intervenções no sistema de esgotamento sanitário e outras 13 com obras voltadas ao abastecimento de água. Na prática, isso significa canteiros abertos em diferentes frentes, levando infraestrutura para áreas urbanas que crescem e exigem respostas rápidas.

Na faixa de fronteira, onde a circulação de pessoas e mercadorias é intensa, o foco está em garantir segurança hídrica e capacidade de atendimento. Municípios como Aral Moreira, Itaquiraí, Mundo Novo, Ponta Porã e Naviraí recebem investimentos para ampliar produção, reservação e distribuição de água tratada.

Já no esgoto, a expansão alcança cidades como Mundo Novo, Ponta Porã, Amambai, Eldorado, Sete Quedas, Naviraí e Juti — localidades onde o impacto vai além da infraestrutura: chega direto à saúde pública e à preservação ambiental.

Em alguns municípios, as duas frentes avançam juntas. É o caso de Mundo Novo, Ponta Porã, Aral Moreira, Itaquiraí e Naviraí, onde o pacote de obras integra abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, formando um ciclo completo de saneamento.

Segundo o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o investimento tem efeito direto na vida da população. “Cada obra representa mais saúde, proteção ambiental e qualidade de vida”, resume.

Salto nos indicadores

Mato Grosso do Sul já universalizou o abastecimento de água nas cidades atendidas pela empresa — um marco que, na prática, significa que a população tem acesso garantido ao serviço. Ainda assim, os investimentos continuam.

A estratégia agora é reforçar o sistema: perfuração de novos poços, ampliação de reservatórios, modernização de estações de tratamento e expansão das redes de distribuição. A meta é acompanhar o crescimento urbano e evitar gargalos no futuro.

No esgotamento sanitário, os números também chamam atenção. O Estado já alcançou 75,15% de cobertura — índice considerado elevado no cenário nacional.

Meta antecipada

O novo marco legal do saneamento estabelece 2033 como prazo para universalização dos serviços. Em Mato Grosso do Sul, no entanto, a intenção é chegar antes.

A aposta está na ampliação contínua das redes coletoras, estações elevatórias e unidades de tratamento, além de um modelo de gestão que combina planejamento de longo prazo com execução permanente.

“Nosso compromisso é seguir avançando e manter o Estado como referência no setor”, afirma Marcílio.

Além das obras

Por trás das tubulações e estações, o impacto é mais amplo. A expansão do saneamento reduz doenças de veiculação hídrica, preserva rios e mananciais e melhora as condições urbanas.

Também movimenta a economia: gera empregos, valoriza bairros e cria ambiente favorável para novos investimentos — especialmente em regiões como a fronteira, onde infraestrutura é peça-chave para o desenvolvimento.

Com obras espalhadas por todas as regiões e planejamento de longo prazo, Mato Grosso do Sul consolida um dos maiores programas de saneamento em curso no Centro-Oeste — e transforma, na prática, um serviço básico em motor de desenvolvimento. Fonte: Campo Grande News

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