19 de janeiro de 2026

Em manifestação, imigrantes venezuelanos comemoram prisão de Maduro em Campo Grande

Cerca de 40 imigrantes venezuelanos realizaram uma manifestação na tarde deste domingo (4), em Campo Grande, para comemorar a prisão do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele foi preso no sábado (3) durante uma operação militar dos Estados Unidos.

Com faixas e bandeiras, o grupo se reuniu na Praça do Rádio Clube e está esperançoso com a mudança no Poder Executivo do país venezuelano. E, mesmo depois disso, há quem tenha encontrado um lar no Brasil e não pretenda mais voltar para a terra natal.

Presidente da Associação Venezuelana de Campo Grande, Mirtha Carpio ressaltou que o regime chavista causou fome e sofrimento. Ela deixou o país em 2008, principalmente por conta da perseguição política que sofreu. Hoje, a Capital tem cerca de 5 mil refugiados venezuelanos e 12 mil em todo o Estado.

 

“Posso resumir tudo em pobreza extrema. As pessoas estão saindo do país doentes, porque não há medicamentos na Venezuela, não há comida, não há o básico. Então, para nós, hoje é uma celebração do início dessa transição para a liberdade”, comentou.

Mirtha não pretende retornar, por acreditar estar estável em Campo Grande. A partir de agora, ela acredita que a presidente interina Delcy Rodríguez deve liderar a transição.

“Eu imagino que agora vai ser um período de muita administração e cooperação por parte da nova direção. Ela [Delcy] vai atuar como coordenadora, inclusive com apoio dos Estados Unidos. A partir disso, tudo precisa seguir adiante, por isso ela permaneceu ali”, opinou.

A cientista política Lourdes Montilla também foi outra que deixou a Venezuela para fugir da perseguição política, há oito anos. Ela morou por cinco anos no Peru e está há três no Brasil. Antes de ir embora do país de origem, ela se lembra da fome e do apuro de ter que comer comida de cachorro para sobreviver.

Ela relatou a emoção de assistir à captura de Maduro. “Não foi um ataque nem um bombardeio como muitos pensam. Foi a extração de um ditador. Eu chamo isso de uma extração cirúrgica, uma operação cirúrgica precisa, direta ao ponto. E isso é maravilhoso, porque não deixou sequelas graves. Sempre existem danos colaterais, mas esse é o preço que precisamos pagar”, pontua.

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