25 de setembro de 2026

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lamenta morte de padre em MS

Presidente da CNBB enviou nota de pesar ao bispo da diocese de Dourados

Presbítero dedicado: assim descreve a nota de pesar sobre o padre e  Alexsandro da Silva Lima — assassinado com golpes de martelo e faca — enviada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) ao bispo da diocese de Dourados, dom Henrique Aparecido de Lima.

Alexsandro, de 44 anos, foi encontrado morto às margens de uma estrada no distrito industrial de Dourados, na manhã do último sábado (15). Horas após a localização do corpo, cinco suspeitos foram identificados — sendo três adolescentes.

Na nota de pesar assinada pelo arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre, presidente da CNBB, dom Jaime Cardeal Spengler, e pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de , secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, é descrito que Alexsandro era um presbítero dedicado à igreja particular de Dourados e com servidora presença no Regional Oeste I.

“Unimo-nos à Diocese de Dourados, ao clero, aos fiéis da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de  e aos familiares do querido presbítero, que tanto contribuiu para a vida pastoral e missionária dessa Igreja local, exercendo com zelo o serviço de pároco, coordenador geral do clero, assessor dos Diáconos Permanentes, responsável pela Pastoral da Acolhida e Presidente da Comissão Regional de Presbíteros”, diz o texto.

O texto descreve ainda que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pede que o padre seja acolhido “na plenitude da Sua misericórdia e fortaleça o coração de todos os que choram sua partida, consolando-os com a esperança que não decepciona”.

Por fim, a presidência da CNBB se solidariza: “Conte com nossas orações, comunhão e solidariedade fraterna neste momento de dor para essa amada Diocese.”

Latrocínio

O servente de pedreiro, de 18 anos, preso em flagrante pelo assassinato, confessou o crime à Polícia Civil. O jovem alega que planejava roubar a vítima, no entanto, acabou matando-a a golpes de marreta na cabeça e facadas no pescoço, na noite de sexta-feira (14), em Dourados. O rapaz alega que era aliciado desde a adolescência para práticas sexuais.

Durante o depoimento, o jovem alega que conheceu Alexsandro através do ex-cunhado, de 13 anos na época, que também seria uma vítima aliciada. Ele, que tinha 17 anos na época, teria sido chamado para uma prestação de serviço em obra. Porém, não havia trabalho. Ele alega que o padre oferecia de R$ 40 a R$ 100 para sexo oral. Outra revelação seria de que o padre costumava buscá-lo em frente à escola, com o carro roubado no crime, um Jeep Renegade.

O jovem ainda diz que, no dia do crime, na sexta-feira, combinou o encontro na intenção de roubar o veículo. Ele planejava o roubo há dias e venderia o carro no  por R$ 40 mil. No entanto, o jovem diz que foi forçado a praticar sexo oral, o que teria motivado a morte. No dia do crime, ele iria receber R$ 50 pelos atos sexuais.

Religioso era líder em Douradina

O crime provocou grande comoção em Dourados e Douradina, onde o padre Alexsandro atuava desde 2022. Natural de Eldorado, o sacerdote tinha ampla trajetória na igreja e também era advogado com inscrição ativa na OAB/MS.

Alexsandro já havia sobrevivido a um assalto violento em 2018, quando foi rendido dentro da casa paroquial em Dourados, agredido com coronhadas e trancado em um quarto. Três suspeitos foram presos na época.

Notas de pesar e homenagens

A morte do padre gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. A Diocese de Dourados afirmou que “rogará a Deus para acolher a alma do sacerdote e confortar familiares e amigos”. Já a Pascom de Douradina destacou que a dedicação de Alexsandro “deixa uma marca indelével na história da comunidade”.

Fiéis também manifestaram dor e indignação pela violência do crime. O sacerdote foi lembrado como um homem de fé, querido pela comunidade e reconhecido pelas homilias que “tocavam a alma”.

A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e reunindo provas para esclarecer completamente a dinâmica do latrocínio e a participação de cada envolvido. O caso permanece em investigação. Fonte: Midiamax

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