8 de agosto de 2026

GMS faz atendimentos de Saúde à famílias indígenas de Naviraí com o apoio de intérprete

A Prefeitura de Naviraí realizou, no último domingo (16-03), atendimentos a 53 famílias indígenas das comunidades Romero Benites, Curupi e Mboreviry. O atendimento diferenciado executado pela Gerência Municipal de Saúde (GMS), por intermédio do ESF “Carlos Vidoto”, foi marcado pela intermediação de um intérprete.

Nesta primeira ação especial com mediação linguística, foram atendidas 63 crianças indígenas que foram cadastradas e acompanhadas pela auxiliar de enfermagem, Maria Aparecida Martinez.

“Nós contamos com quatro profissionais para esta ação de saúde dominical, sendo uma Pediatra, a Dra. Beatriz Barbosa Damato; uma Clínica Geral, Dra. Bianca Eduarda Marco Michelotto; uma Enfermeira, Rose Aparecida Cardena de Souza; e a Auxiliar de enfermagem, a indígena Maria Aparecida Martinez, que também atuou como mediadora cultural e linguística. Foi um trabalho inédito com resultado bastante positivo”, afirma a gerente municipal de Saúde, Dra. Ângela Castro Lopes.

A Gerência de Saúde apontou que muitas crianças indígenas são descritas como “sempre doentinhas”, com necessidade frequente de hospitalização e internação. Outro ponto considerado foram os casos crônicos de diabéticos e hipertensos, além de um grande número de idosos e crianças que necessitam de atenção contínua.

“Tivemos relatos de bebês prematuros e de baixo peso que não sobreviveram, mesmo com cuidados médicos e apoio da Assistência Social. Queremos acabar com estes óbitos e garantir o atendimento público de saúde a contento, por isso, este atendimento direcionado aos povos indígenas”, justifica a gerente da GMS. Por sua vez, a Pediatra, Dra. Beatriz, propôs realizar atendimentos uma vez por mês, preferencialmente em domingos, para garantir maior disponibilidade das famílias e dos profissionais.

INTÉRPRETE

Merece destaque a Mediação Cultural e Linguística realizada pela servidora Maria Aparecida Martinez, única profissional indígena da equipe que intermediou a comunicação entre médicos e pacientes, garantindo que as orientações fossem transmitidas de forma clara e adequada. Esta mediação cultural e linguística foi essencial para superar as barreiras de comunicação, já que muitos indígenas ainda têm dificuldades com o português.

A Gerência de Saúde e a Prefeitura demonstraram apoio à ação, com planos de expandir projetos semelhantes para melhorar o acesso à saúde das comunidades indígenas, principalmente, realizam ações e programas de prevenção, para reduzir internações e riscos de óbitos, especialmente entre crianças indígenas.

Maria Aparecida Martinez, técnica em enfermagem que atuou como intérprete na ação em Saúde no ESF “Carlos Vidoto”. ©Roni Silva/PMN

Populares da Semana

Oficial do Exército quase atropela policiais e é preso dirigindo bêbado em Campo Grande

Dirigindo bêbado pela contramão na Avenida Duque de Caxias,...

Com pesca proibida no Estado, confira quando atração turística volta em Mato Grosso do Sul

Os amantes da pescaria passam um longo período de...

Acidente que matou 12 na rodovia bioceânica tinha garoto de 14 anos como motorista de van, afirma polícia

Investigação tentou coletar amostras do motorista para determinar se...

Homem pede socorro e morre às margens da BR-262

Um homem ainda não identificado morreu à espera de...

Atingido em confronto com a PM morre a caminho de CRS

Robert Ortiz do Prado, de 33 anos, morreu a...

Caçada a chefes do narcotráfico mobilizou forças policiais por sete dias em MS

A operação de busca dos quatro bolivianos que estavam...

Suspeito de envolvimento em sequestro de bebê de 28 dias é preso na Capital

Um homem suspeito de envolvimento no sequestro da recém-nascida...

Paulo Corrêa lidera corrida eleitoral no PL

Pesquisa registrada sob os números MS-08317/2026 e BR-08403/2026, o...

Governo quer tirar mais dos estados para cobrir o rombo, adverte Azambuja

Se o Governo Federal procura elevar ainda mais os...

Artigos Relacionados

Categorias Populares