7 de maio de 2026

Veja o projeto de novo gasoduto de 1.050 km que MS e Paraguai planejam implantar

Governador Eduardo Riedel luta por gás argentino para não perder arrecadação do GASBOL que está caindo

O gasoduto Porto Murtinho – Campo Grande surge como uma solução estratégica para a interligação entre Argentina e Brasil via Paraguai, representando o trecho brasileiro do projeto de interligação transnacional.

O gasoduto Porto Murtinho – Campo Grande surge como uma solução estratégica para a interligação entre Argentina e Brasil via Paraguai, representando o trecho brasileiro do projeto de interligação transnacional.

A proposta, ainda em fase de avaliação pelos países envolvidos, faz parte de um projeto maior idealizado pelo Paraguai, que busca viabilizar o transporte de gás natural argentino ao Brasil, aproveitando parte da infraestrutura já existente, como o gasoduto GASBOL, que liga o Brasil à Bolívia.

O projeto tem como objetivo não só facilitar a passagem do gás argentino para o Brasil, mas também permitir que o Paraguai, que até hoje não tem acesso ao gás natural, se integre ao mercado sul-americano de energia.

O Paraguai busca atrair investimentos e incentivos para viabilizar esse projeto, que passaria por seu território, conectando a estação de medição em Porto Murtinho/MS à estação de compressão de Campo Grande, já em operação no Brasil.

Cabe ressaltar, que na semana passada, o governador Eduardo Riedel (PSDB), demonstrou preocupação com a queda na arrecadação do GASBOL, para uma plateia da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

“Estamos perdendo receita. Já são 23% do GASBOL. Menos da metade e caindo”. Por conta disso, a possibilidade de garantir o gás argentino pode mudar completamente o cenário atual, a curto prazo.

O traçado – Com 392 km de extensão e 20 metros de largura, o gasoduto Porto Murtinho – Campo Grande atravessaria 11 municípios do estado de Mato Grosso do Sul: Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia, Terrenos e Campo Grande.

Nos últimos 29 km, o projeto compartilharia a faixa de servidão com o GASBOL, facilitando o uso da infraestrutura já construída.

A escolha do traçado foi influenciada por fatores como a minimização de interferência em unidades de conservação, a utilização das rodovias existentes e a viabilidade de seguir paralelo ao GASBOL, permitindo a integração com a malha de gasodutos já em operação no Brasil.

“Estamos perdendo receita. Já são 23% do GASBOL. Menos da metade e caindo”. Por conta disso, a possibilidade de garantir o gás argentino pode mudar completamente o cenário atual, a curto prazo.

O traçado – Com 392 km de extensão e 20 metros de largura, o gasoduto Porto Murtinho – Campo Grande atravessaria 11 municípios do estado de Mato Grosso do Sul: Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Sidrolândia, Terrenos e Campo Grande.

Nos últimos 29 km, o projeto compartilharia a faixa de servidão com o GASBOL, facilitando o uso da infraestrutura já construída.

A escolha do traçado foi influenciada por fatores como a minimização de interferência em unidades de conservação, a utilização das rodovias existentes e a viabilidade de seguir paralelo ao GASBOL, permitindo a integração com a malha de gasodutos já em operação no Brasil.

O projeto também leva em consideração a necessidade de reduzir a supressão de vegetação e otimizar o uso de áreas de apoio e canteiros de obras, respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.

No entanto, a construção do gasoduto enfrentaria diversos desafios, tanto do ponto de vista socioambiental quanto construtivo.

O traçado passaria por áreas de pastagem, soja, florestas e savanas, afetando também unidades de conservação, como a Área de Proteção Ambiental (APA) da Sub-Bacia do Rio Apa, em Caracol. Além disso, o projeto teria que respeitar o afastamento mínimo de 250 metros de cavidades naturais e lidar com a proximidade de assentamentos rurais e comunidades.

A travessia de terrenos de relevo montanhoso entre Caracol e Porto Murtinho representa um dos maiores desafios, além de áreas com complexidade geotécnica, como as planícies e terraços fluviais próximos ao município de Porto Murtinho. A necessidade de realizar furos direcionais em cursos d’água, como no Rio Miranda, também impõe desafios técnicos à implementação do projeto.

Outro fator importante para a viabilidade do projeto é a interseção com linhas de transmissão de alta tensão e processos minerários ao longo do trajeto, o que exigirá estudos detalhados para minimizar impactos.

Outro fator importante para a viabilidade do projeto é a interseção com linhas de transmissão de alta tensão e processos minerários ao longo do trajeto, o que exigirá estudos detalhados para minimizar impactos.

A construção e montagem do gasoduto, embora representem uma parte significativa dos custos, não são consideradas extremamente onerosas, devido à predominância de terrenos rurais e ao compartilhamento de parte do traçado com o GASBOL.

Além disso, o projeto pode funcionar em conjunto com outras soluções de aumento do intercâmbio de gás argentino para o Brasil, como a importação de gás liquefeito de Vaca Muerta, proporcionando maior segurança no suprimento de gás e evitando falhas nas entregas à malha integrada brasileira.

Futuro – Mato Grosso do Sul criou grupo de estudos com o governo paraguaio para a construção de um novo gasoduto de 1.050 km, que transportará gás natural da reserva de Vaca-Muerta, na Argentina, atravessando o Chaco paraguaio até Campo Grande.

Este ramal se conectará ao Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia) e terá um custo estimado de US$ 2 bilhões. O gás argentino poderá chegar a um custo de US$ 8 a 10 dólares por milhão de BTU, valor inferior aos 13 dólares pagos pelo gás boliviano.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, ainda é preciso fazer o trecho de Salta (Argentina) para a Bolívia.

“Teria que fazer uma reversão do fluxo do gasoduto. O Brasil tem capacidade de importar de Vaca-Muerta, via Bolívia, o gasoduto de 30 milhões de m³. Ele já deve ser utilizado esse ano. A partir desse ponto, 796 km que viriam de Salta, passando por todo Chaco paraguaio, na área de domínio da Rota Bioceanica, entraria em porto murtinho e de lá conectaria com Campo Grande”, explicou.

No estudo que será feito pelo grupo está planejado colocar 20 milhões de m³ nos dutos. “É um gasoduto de grande porte e elevado investimento. O Paraguai tem disposição de consumir 10 milhões m³ e de disponibilizar 10 milhões ao TBG de Mato Grosso do Sul. Isso tem que ter discussão do preço de gás e volume de gás, para ficar rentável aos países”.

As autoridades ainda acreditam que se o estudo der certo, ainda haverá a necessidade de buscar um financiador para sua implementação. Fonte: Campo Grande News

Populares da Semana

Vacinação contra a Covid será destinada para 2ª e 3ª dose neste sábado

A vacinação contra a Covid-19 neste sábado (11), em...

Senador Nelsinho Trad conquista inclusão de ioga nas Escolas Públicas de MS

Governo do Estado publicou, nesta quarta-feira, processo de seleção...

Japorã registra primeiro caso de Covid-19; doença está presente em 99% do Estado

O município de Japorã, localizado no extremo sul de...

Costureira queimada pelo ex saiu correndo em chamas pelo quintal em Dourados

Gilmar Cotrin usou gasolina da moto da vítima para...

Paulo Corrêa ouve lideranças e fiscaliza obras do Governo em Aral Moreira, Naviraí e Eldorado

O 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso...

Artigos Relacionados

Categorias Populares