25 de setembro de 2026

Rio Paraguai registra pior seca dos últimos 124 anos

Monitoramento no local começou em 1900 e nunca, nos últimos 124 anos, o rio esteve tão baixo 

A seca no Pantanal já é a mais severa da história. No último sábado (12), o Rio Paraguai atingiu a cota de -62 cm na estação de referência em Ladário, a 425 quilômetros de Campo Grande, batendo o recorde histórico de nível mais baixo, que antes era de -61 cm, registrado em 1964. O monitoramento no local começou em 1900, e nunca, nos últimos 124 anos, o rio esteve tão baixo, segundo dados do SGB (Serviço Geológico do Brasil).

A crise hídrica que assola a região vem sendo acompanhada com preocupação desde o início do ano. Pesquisadores do SGB já alertavam, em fevereiro, sobre a possibilidade de uma cota histórica mínima, diante do baixo volume de chuvas que tem sido registrado.

“Essa seca vem sendo observada em razão das chuvas abaixo do normal durante toda estação chuvosa, desde outubro de 2023. Por isso, temos alertado sobre esse processo que se desenhava na bacia”, explica o pesquisador Marcus Suassuna.

O Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do planeta, depende diretamente de seu regime de chuvas para manter o equilíbrio de seus ecossistemas. No entanto, desde 2020, o bioma enfrenta um déficit acumulado de precipitação de 1.020 mm, o equivalente ao total de chuvas de um ano hidrológico. Apenas entre outubro de 2023 e setembro de 2024, a estiagem deixou um déficit de 395 mm, já que a região recebeu 702 mm de chuva, enquanto o esperado era 1.097 mm.

O impacto direto dessa falta de chuvas tem sido sentido no nível dos rios que cortam o Pantanal, especialmente o Rio Paraguai, que serve como um termômetro para a saúde hídrica da bacia. Além disso, a estação de Ladário tem um papel fundamental por contar com a mais longa série histórica de medições de cotas do rio, sendo referência para previsões hidrológicas e para a navegação na região feitas pela Marinha do Brasil. As cotas baixas afetam diretamente a navegação comercial e a pesca, atividades econômicas tradicionais e importantes para a população local.

Segundo as projeções do Serviço Geológico, embora já haja registro de chuvas no Pantanal, a recuperação dos níveis da Bacia do Rio Paraguai será lenta. Em Ladário, a expectativa é de que o rio permaneça abaixo de zero até, aproximadamente, a segunda quinzena de novembro. No entanto, esse valor não indica a ausência de água no leito. As cotas são calculadas com base em medições históricas e condições locais, e, mesmo com valores negativos, o rio pode manter profundidade significativa em alguns pontos.

“O ritmo de descida do rio diminuiu consideravelmente e está estabilizado desde segunda-feira (7), em função das primeiras chuvas da nova estação. As precipitações devem continuar, mas não com intensidade suficiente para provocar uma rápida elevação dos níveis, tanto nesse trecho quanto em toda a bacia”, explicou o pesquisador Marcus Suassuna.

O impacto direto dessa falta de chuvas tem sido sentido no nível dos rios que cortam o Pantanal, especialmente o Rio Paraguai, que serve como um termômetro para a saúde hídrica da bacia. Além disso, a estação de Ladário tem um papel fundamental por contar com a mais longa série histórica de medições de cotas do rio, sendo referência para previsões hidrológicas e para a navegação na região feitas pela Marinha do Brasil. As cotas baixas afetam diretamente a navegação comercial e a pesca, atividades econômicas tradicionais e importantes para a população local.

Segundo as projeções do Serviço Geológico, embora já haja registro de chuvas no Pantanal, a recuperação dos níveis da Bacia do Rio Paraguai será lenta. Em Ladário, a expectativa é de que o rio permaneça abaixo de zero até, aproximadamente, a segunda quinzena de novembro. No entanto, esse valor não indica a ausência de água no leito. As cotas são calculadas com base em medições históricas e condições locais, e, mesmo com valores negativos, o rio pode manter profundidade significativa em alguns pontos.

“O ritmo de descida do rio diminuiu consideravelmente e está estabilizado desde segunda-feira (7), em função das primeiras chuvas da nova estação. As precipitações devem continuar, mas não com intensidade suficiente para provocar uma rápida elevação dos níveis, tanto nesse trecho quanto em toda a bacia”, explicou o pesquisador Marcus Suassuna. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Populares da Semana

Grupo Onça Pintada atende dezenas de mulheres em Eldorado

Neste sábado no período da manhã a ONG Onça...

Prefeita, vice e vereadores de Mundo Novo estiveram na Sanesul para solucionar falta de água na cidade

#MundoNovo Nesta quinta-feira (27), direto de Campo Grande, a prefeita...

Adolescente atira contra cabeça do próprio pai para defender mãe de agressões em MS

Cansado de ver a mãe ser agredida e ameaçada...

Senador Nelsinho Trad reforça apoio à valorização de agentes de saúde em encontro com representantes de Dourados

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) encontrou, nesta quarta-feira (8),...

Aliados de Beto Pereira entregam 3.200 fraldas geriátricas no Lar São Francisco

O deputado federal Beto Pereira destinou verbas para a...

Vereador Neninha prestigia grande reunião de Paulo Corrêa na Capital

No maior evento da campanha até o momento, o...

Brasil promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e...

Médico do HC da USP de Ribeirão Preto é afastado após ironizar paciente com sobrepeso

Guilherme Lourenço Monteiro, médico residente do Hospital das Clínicas...

Conselho do MPF tem 3 votos para manter Gonet à frente do caso Master

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) tem...

ASSENTAMENTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA COMPLETA 27 ANOS DA SUA FUNDAÇÃO.

Hoje celebramos os 27 anos do Assentamento Nossa Senhora...

Informativo rampa náutica do Centro Náutico Marinas

O Município de Guaíra por intermédio da Secretaria Municipal...

Artigos Relacionados

Categorias Populares