25 de setembro de 2026

Sem provas, STJ arquiva inquérito contra Reinaldo

Atendendo um pedido do MPF (Ministério Público Federal), a ministra Maria Isabel Gallotti, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou o arquivamento do inquérito 1.243, aberto para investigar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), por um suposto roubo de propina. O entendimento é de que não há provas contra ele.

“Não há qualquer tipo de prova de participação do governador e a relatora decidiu pelo arquivamento”, afirmou o advogado Gustavo Passarelli. O processo correu sob sigilo.
Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja, já havia sido absolvido da mesma acusação. Na época, a juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna destacou que as provas produzidas durante a instrução processual eram frágeis, os depoimentos recheados de contradições e que a história contada pelos acusadores era difícil de acreditar.
A acusação feita pelo Ministério Público Estadual partiu de depoimentos do lavador de carros Luiz Carlos Vareio, mas de acordo com a magistrada, o próprio MP demonstrou “já de início, ausência de convicção quanto à participação do réu Rodrigo na prática do roubo do veículo e da suposta quantia de dinheiro transportada pela vítima Ademir José Cafesta”.
Em determinado trecho da decisão, a juíza May Melke reafirmou que a narrativa da denúncia não foi comprovada e concluiu que a história contada por Luiz Carlos Vareio não faz nenhum sentido. “O que restou comprovado durante a instrução processual, inverossímil a imputação de autor intelectual do roubo, por parte de Rodrigo, de um dinheiro que não retornaria para o seu poder, pois seria dividido entre os executores do crime, e sequer chegaria nas mãos do suposto destinatário”.
A acusação
Rodrigo foi acusado de mandar roubar o dinheiro de uma suposta propina que seria destinada a José Ricardo Guitti, o Polaco, que estaria chantageando o governo. Segundo essa denúncia, Polaco estaria pedindo mais dinheiro para manter o silêncio sobre o que sabia de um suposto esquema de pagamento de propina ao governador Reinaldo Azambuja pela JBS.
O governador Reinaldo Azambuja e o filho Rodrigo Souza e Silva enfatizaram que nunca tiveram nenhuma participação nos fatos, que a denúncia era manifestamente fantasiosa e o andamento do processo comprovou que eles não tiveram nenhuma participação no suposto crime.

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