25 de setembro de 2026

Nova Ferroeste é apresentada a cinco das maiores cooperativas do País

Nesta quarta-feira (19), representantes de cinco das maiores cooperativas do País (Cotriguaçu, Coopavel, Lar, Copacol, e Frimesa) conheceram o projeto da Nova Ferroeste. Eles estiveram reunidos com o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, e o Assessor Logístico do Governo do Mato Grosso do Sul, Lúcio Lagemann.

A Nova Ferroeste vai ligar sob novos trilhos os municípios de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e Paranaguá, no Litoral do Paraná. Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País. Os estudos de demanda indicam que cerca de 26 milhões de toneladas de produtos devem circular nesse trecho por ano. Considerando o tráfego interno, a Nova Ferroeste deve alcançar 38 milhões de toneladas ano.

“O setor do agronegócio vai ser extremamente beneficiado com o projeto e vai poder desfrutar de uma infraestrutura que propiciará redução do custo logístico. A nova estrada de ferro vai estimular novos investimentos, aumentar a produtividade e expandir os negócios no Paraná”, ressaltou Fagundes.

O estudo preliminar de traçado indica passagem por municípios importantes dos dois estados, como Amambaí, Dourados, Caarapó e Mundo Novo, todas no Mato Grosso do Sul, e Guaíra, Cascavel, Guarapuava e Balsa Nova, no Paraná, antes de chegar ao Litoral. Estão previstas, ainda, as instalações de até seis terminais de transbordo e de um ramal ligando Foz do Iguaçu à Cascavel, no Oeste paranaense.

A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, no próximo ano. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras. O investimento é estimado em R$ 20 bilhões.

DÚVIDAS – No encontro, os empresários puderam esclarecer detalhes do projeto, como o traçado. O diretor-executivo da Frimesa, Elias Zydek, comemorou o fato dos trilhos ficarem próximos da nova planta frigorífica da cooperativa, em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, com finalização prevista para 2023.

“O projeto trará uma redução de custos gerais e principalmente de custo logístico, além de uma operação com bastante eficiência com previsão de chegar ao porto em 20 horas. Trata-se de uma obra de infraestrutura de extrema importância, não só para a Frimesa, mas principalmente para a área de grãos do Oeste do Paraná”, disse.

“Essa ferrovia vai desafogar o outro corredor de trânsito muito usado pelos produtores, que é a BR-277. É de importância extrema, esperamos que o projeto cumpra o seu cronograma e, o mais rápido possível, a nossa cooperativa e todo o agronegócio poderão fazer uso desse importante modal de logística”, acrescentou Zydek.

A atualização do andamento dos estudos leva o setor produtivo a planejar novas estratégias, como revelou Gilson Anizelli, superintendente da Cotriguaçu, que já opera no terminal da Ferroeste em Cascavel. “Atualmente, enviamos por esse modal cerca de 30% da proteína animal que produzimos. Com a Nova Ferroeste esperamos dobrar esse percentual”, afirmou.

O projeto segue em fase de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica, previsto para ser concluído em setembro de 2021, e ainda pode sofrer modificações e modernizações. O Relatório de Impacto Ambiental será entregue em novembro.

SEMANA CHEIA – O encontro com as cooperativas faz parte se uma série de reuniões para apresentação do projeto. Nesta terça-feira (18), o governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina, e com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Eles são entusiastas da Nova Ferroeste.

“É um sonho que vai sair do papel. Para mim é uma alegria contribuir com o Mato Grosso do Sul e o Paraná, que são dois estados muito importantes para o agronegócio. Juntos eles já têm carga suficiente para dar viabilidade a essa ferrovia. Agora é ajudar, dar força e fazer com que ela caminhe o mais rápido possível”, declarou a ministra. “Quase todos os estudos estão prontos, e principalmente, o que é muito bom, o projeto está no prazo que foi concebido pelos dois estados”.

PRESENÇAS – Participaram do encontro Alfredo Lang, diretor-presidente da Cotriguaçu; Dilvo Grolli, diretor-presidente da Coopavel; Irineo da Costa Rodrigues, diretor-oresidente da Lar; Valter Pitol, diretor-presidente da Copacol; Gilson Luiz Anizelli, superintendente da Cotriguaçu; Valter Vanzella, diretor-presidente da Frimesa; Elias Zydek, diretor-executivo da Frimesa; e técnicos do Governo do Estado.

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