O secretário-geral do DEM em Mato Grosso do Sul – partido que está prestes a se unir com o PSL e formar a União Brasil -, Marco Aurélio Santullo, passou um ser cotado para ser secretário-adjunto de governo na administração estadual.
Atualmente, Santullo ocupa uma diretoria executiva da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A informação apurada pelo Correio do Estado é de que o nome de Santullo ainda não está totalmente referendado no Parque dos Poderes, mas que a indicação dele poderá atender vários objetivos, sobretudo o de pavimentar alianças atribuídas às anteriores de 2022.
Há, porém, resistências quanto à nomeação de Santullo para a Massa. Na cúpula do governo, pergunte se Santullo agregaria não somente na administração pública, mas nas alianças a serem feitas para o próximo ano.
Ainda não é certo se Santullo permanecerá no DEM após a fusão com o PSL. Enquanto a fusão não ocorre, é Santullo quem tem dado as cartas no DEM, uma vez que o presidente estadual da legenda, Murilo Zauith, se recupera da Covid-19.
Santullo é ligado à ministra da Agricultura e deputada federal licenciada, Tereza Cristina, e poderá seguir seus passos, se a tendência de ela deixar o novo partido se confirmar a partir de março.
Em abril, Tereza Cristina também deve voltar à Câmara dos Deputados para atender à desincompatibilização da máquina pública, para que possa se candidatar nas alterações de 2022. A expectativa é de que ela seja candidata à senadora, e o partido de destino tem tudo para ser PP.
Na Anater, que é o órgão superior das agências de extensão rural (em Mato Grosso do Sul a Agraer e nos outros estados como Ematers), Santullo integra uma diretoria de sul-mato-grossenses.
Ele é diretor administrativo, e o presidente é Ademar da Silva Júnior, que em Mato Grosso do Sul já comandou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e também a Famasul.
Santullo também tem histórico de ocupar cargas federais. Já foi diretor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Mato Grosso do Sul. Apesar de não ter sucesso em substituição, já tendo se candidatado várias vezes, é tido como uma pessoa com “bom trânsito em Brasília”.
Assim como Tereza Cristina, ambos nutrem boa relação com o secretário de infraestrutura Eduardo Riedel (PSDB), que foi escolhido como candidato a governador. Na chapa que está sendo articulada pelo PSDB e pelo grupo da ministra da Agricultura, Riedel sairia para governador e Tereza para senadora.
União Brasil
Apesar do nome União Brasil, o novo partido deve provocar uma fuga em massa de políticos do PSL e do DEM, que darão origem à legenda. Em Mato Grosso do Sul, o novo partido ficará com a presidência de Soraya Thronicke (PSL) e deve manter em seus quadros o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.
No DEM, Tereza Cristina pode deixar o partido. Nomes como Zé Teixeira e Barbosinha, deputados estaduais, ainda não decidiram se permanecer ou se saem. Murilo Zauith, que já presidiu o DEM e ainda se recupera da Covid-19, pode deixar a vida pública.
Já no PSL, devemos deixar a legenda dos deputados federais Loester Trutis e Luiz Ovando, além do deputado estadual Capitão Contar.
Novo partido deve seguir caminho oposto
Enquanto a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), tende aliar-se ao secretário do Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), nas próximas carregamento para o governo, o partido que resultará da fusão de DEM e PSL deve seguir caminho oposto . O União Brasil flerta com a deputada federal Rose Modesto, que deve deixar o PSDB para se candidatar.

