Lideranças indígenas negam que estejam “impedindo” a obra e cobram a passagem do asfalto pelo território indígena
Em Japorã um impasse gerou revolta entre os moradores da comunidade indígena da Aldeia Porto Lindo, que estaria sendo acusada injustamente de impedir a continuidade das obras do asfalto da MS 386 ligando Japorã a Iguatemi, já que a obra foi paralisada no limite do território da aldeia e a empreiteira estaria ameaçando “levantar acampamento” por falta de um laudo da Funai para a continuidade do asfalto dentro do território.

Segundo o cacique Roberto Carlos “a comunidade sempre sonhou com o asfalto e jamais iria atrapalhar, pelo que sabemos falta na verdade um laudo por parte da Funai e a garantia do que nós pedimos para a empreiteira em abril de 2020, sobre algumas obras de segurança para a comunidade, como uma estrada paralela, passarelas defronte a escola e Missão, enfim, pequenas ações mas importantes para garantir a vida dos pedestres da aldeia e de quem transita com animais e carroças, mas impedir, nunca, nós queremos o asfalto, isso vai trazer uma imensa qualidade de vida pra todos nós e estamos cobrando a liberação da Funai e que se resolvam todos os impasses, pois a comunidade não tem culpa nenhuma nessa paralisação, queremos é a solução rápida”, declarou o cacique.

Para o vereador Dorival Velasquez, que representa a aldeia na Câmara Municipal “já estamos em contato com a Funai, Imasul, Agesul, prefeitura, enfim todos os órgão envolvidos e queremos uma solução o mas urgente possível, não podemos é ser acusados de que estamos impedindo a obra, se a nossa comunidade é a maior beneficiada. Nós queremos o asfalto e que a obra prossiga e dê ligação a Iguatemi sem o sofrimento que é a estrada de chão”, declarou Dorival.


