7 de maio de 2026

Em 13 cidades, vacina só provando residência

Com a vacinação praticamente em massa prevista para os municípios de fronteira de Mato Grosso do Sul, um dos riscos é surgirem oportunistas ou aproveitadores – de outras cidades ou de Bolívia e Paraguai – querendo ser imunizados com a Janssen. O chamado turismo da vacina deve ser evitado, principalmente, com a apresentação obrigatória de alguns documentos.

Além do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) e documento pessoal com foto, o vacinante deve levar o comprovante de residência. Entre outros documentos que podem ser aceitos na vacinação estão título de eleitor, carteira de trabalho, declaração de endereço profissional, contrato de aluguel e declaração de matrícula escolar, no caso de estudantes.

O público contemplado com 140 mil doses da vacina da Janssen é o de 18 a 50 anos, residentes em 13 cidades sul-matogrossenses que fazem fronteira com Bolívia e Paraguai. Esta vacinação faz parte de estudo de impacto e efetividade autorizado pelo Ministério da Saúde em MS.

O presidente do Cosems (Conselho de Secretarias de Saúde de MS), Rogério Leite, afirma que “as 13 cidades serão criteriosas quando a comprovação do domicílio”, mas também pede apoio das demais populações do Estado. “Pedimos que as pessoas tenham consciência e que aguardem o momento de receberem a vacina em seu município”.

Em Aral Moreira, um dos municípios contemplados, a secretária de saúde, Adriana Veron Batista relata que “estamos realizando um pré-cadastro com distribuição de senhas, e vamos pedir comprovante de residência para imunizar realmente quem é do município”.

Leite lembra que o objetivo do estudo é “criar um cinturão de proteção para que novas cepas não entrem no Estado e no País pelas fronteiras de MS, pois há um grande fluxo de pessoas transitando diariamente”. Isso porque a eficácia da Janssen contra covid é em apenas uma dose, acelerando a formação de barreira contra as variantes.

Também ressalta que desejo do Governo Estadual é vacinar toda população, com a primeira dose das vacinas, até agosto deste ano. “A população das demais cidades também terão avanço na imunização, pois estarão recebendo doses dos outros laboratórios que seriam destinados a esses municípios de fronteira”.

O secretário de Saúde de Ponta Porã, a segunda maior cidade da faixa de fronteira, Patrick Derzi reforça que lá “vamos aumentar as equipes e os pontos de vacinação, serão 4 pontos de vacina, que irão funcionar das 6h até 24hs”.

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