12 de julho de 2026

“Se depender do Gaeco, Jamil será enterrado com algemas”, diz defesa de Nome

Com Covid-19, Jamil Nome, 82 anos, teve sete prisões preventivas suspensas pelo juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, que pediu o pedido de prisão domiciliar, após o compromisso ser diagnosticado com Covid-19 e precisar ser intubado em um hospital particular de Mossoró (RN), em 31 de maio.

O advogado de Jamil Nome, Tiago Bunning se mostrado indignado com a posição do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em se posicionar contrariamente a prisão domiciliar e solicitar que Nome volte para a penitenciária após receber alta.

“É desumana a posição do Ministério Público. Se dependente do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Jamil será enterrado com algemas”, alegou.

Bunning informou que o quadro de saúde de Nome é grave. Ele se enquadra no grupo de risco por ser idoso e possui comorbidades, e mesmo já imunizado com as duas doses da vacina Coronavac, segue intubado na UTI do hospital em Mossoró.

A família agora aguarda estabilização de Nome e disponibilização de uma vaga em UTI de Mato Grosso do Sul para que seja feita a transferência, que deve ser autorizada antecipadamente pela Justiça.

“No momento a prioridade é a estabilização do estado de saúde, o quadro clínico é grave. Neste ambiente é inimaginável cogitar que Jamil retorne a prisão após a alta hospitalar “.

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Após a concessão do juiz, Nome não está mais escoltado no hospital e não tem mais vinculação com a Penitência Federal de Mossoró. 

Esbalqueiro Júnior alegou que não nega a grande periculosidade do preso, que é suspeito de liderar organização criminosa violenta, mas que os princípios de dignidade humana cobram responsável da justiça. 

O juiz entendeu que a custódia poderia atrapalhar os encaminhamentos médicos e que uma transferência dependente de escolta ou remoção oficial.

Jamil Nome foi preso em 27 de setembro de 2019, na Operação Omertà, sendo chefe de milícia e responsável por uma série de assassinatos no Estado.

Já no dia 30 de outubro, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró. Os advogados já tentaram mais de 20 pedidos de prisão domiciliar, mas todos foram negados.

No dia 31 de maio, uma Unidade Prisional onde Jamil estava preso, o encaminhou com urgência para uma UPA, onde ele chegou em estado crítico. 

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