8 de maio de 2026

Enfermeira de 54 anos é a primeira a tomar dose de Coronavac após aprovação da Anvisa

Na tarde deste domingo (17), o governo de São Paulo aplicou a primeira dose da Coronavac, após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar o uso emergencial da vacina contra a Covid-19. A primeira a tomar a vacina foi a enfermeira Mônica Calazans, 54 anos.

A enfermeira é moradora de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos, a receber a vacina, conforme informações do G1.

Mulher, negra, Mônica atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e faz parte do grupo de risco para a doença. Ela foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos e tinha recebido placebo.

Após ser imunizada, ela recebeu do governador João Doria um selo simbólico com os dizeres “Estou vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me vacinei”.

Ainda conforme informações do G1, a aplicação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O governador João Doria (PSDB) acompanhou a aplicação.

A enfermeira Jéssica Pires de Camargo, 30 anos, do Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, foi responsável por aplicar a dose.

Aprovação

Na tarde deste domingo (17), a diretoria da Anvisa aprovou, por unanimidade, a liberação do imunizante para uso emergencial, seguindo a recomendação apresentada pela área técnica.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.

A decisão passa a valer a partir do momento em que houver a comunicação oficial ao laboratório. Ela será publicada no portal da Anvisa, no extrato de deliberações da Diretoria.

O pedido sobre a Coronavac foi apresentado em 8 de janeiro pelo Instituto Butantan e é referente a 6 milhões de doses importadas, produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac. O Butantan também desenvolve a vacina no Brasil.

Durante a apresentação dos dados, o gerente de medicamentos da Agência, Gustavo Mendes, fez críticas ao atraso no envio de dados do Instituto Butantan.

Ele também considerou como pontos de incerteza o número de idosos testados, a falta de informações sobre os intervalos entre a primeira e a segunda dose de todos os pacientes testados.

Com a aprovação o Brasil, se tornará o quarto país a iniciar o uso emergencial do fármaco, após China, Indonésia e Turquia.

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