7 de maio de 2026

Contra tráfico de animais silvestres, PF cumpre mandados em MS e mais 4 estados

No combate ao tráfico de animais silvestres, a PF (Polícia Federal) deflagrou a Operação Urutau 2 na manhã de hoje (04) em MS e mais quatro estados. Ao todo são 36 mandados, sendo quatorze mandados de prisões preventivas, dezessete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de sequestro/apreensão.

Em Mato Grosso do Sul os mandados estão sendo cumpridos na cidade de Ivinhema, a 282 km da Capital, e também Novo Horizonte do Sul, distante 329 de Campo Grande. A Operação Urutau 2 também acontece em Diadema (SP), São Paulo (SP), Jacareí (SP), Mongaguá (SP), Aparecida de Goiânia (GO), Curitiba(PR) e Alagoinha (PE).

Com a análise das provas colhidas na Operação Urutau, deflagrada em 23 de maio de 2019, foram identificados outros núcleos criminosos responsáveis pela promoção massiva de venda ilícita de animais silvestres.

A ação policial desarticulou uma associação criminosa que praticava o tráfico ilícito de animais silvestres, retirados da natureza mediante caça e mantidos em cativeiros. Eram comercializados espécies da fauna silvestre protegidos de extinção, tais como: Arara-canindé, Arara-azul, Arara-vermelha, Ararajuba, Jabuti-piranga, Jacaré, Macaco-prego, Sagui de tufos brancos, Saíra-pintor e Tucano-toco.

Em maio de 2019, na primeira fase da Operação Urutau, nove pessoas foram presas e cerca de 350 animais mantidos em cativeiro apreendidos. Durante as investigações, foram apreendidos centenas de animais retirados da natureza e mantidos em cativeiros.

A operação desta sexta-feira é realizada em ação conjunta com o Ministério Público Federal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo, Polícia Militar Ambiental do São Paulo, Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul e o IBAMA, executando mandados expedidos pelo Juízo da 5.º Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo.

Na primeira fase da operação foram apreendidos cerca de 350 animais silvestres (Foto: Divulgação/MPF)

Operação Urutau 2 – O nome da operação é uma alusão aos urutaus, aves exclusivamente noturnas e que utilizam bem a sua plumagem para se camuflar, confundindo-se com o ambiente, de modo a dificultar a sua localização pelos predadores.

No caso da operação policial os investigados praticam crimes ambientais de tráfico de animais silvestres em escala, malferindo a biodiversidade ambiental, ocultando-se na benevolência das penas criminais pífias previstas na Lei Ambiental 9.605/1998 que as qualifica como infrações penais de menor potencial ofensivo.

– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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